Minha mãe sempre dizia para eu pensar bem antes de ter filhos, pois, depois que os temos, a vida nunca mais é a mesma. Eu achava crueldade e pensava que estar presa era morar com os pais. Tenho 4 filhos(não me arrependo) e agora digo aos meus o mesmo. Não adiantou também. Quem tem filhos sabe o tanto de beleza eles trazem às nossas vidas, mas também conhecem a preocupação e a falta de liberdade que vem junto. Tudo tem um preço na vida.(Heloisa)
Porque as crianças não nos fazem felizes (em média)
A The Psychologist tem um artigo a respeito de uma pesquisa que contradiz o senso comum. A investigação indica que, contrariamente à crença popular, ter filhos não torna as pessoas mais felizes. Na realidade, os pais relatam que se sentem, com certeza, menos felizes do que em seus dias de infância e liberdade, e, também, menos felizes quando se comparam a casais sem filhos.
Ao longo das últimas décadas, cientistas sociais, como eu, encontraram evidências consistentes de que existe uma associação quase nula entre ter filhos e felicidade. Minha análise no Journal of Socio-Economics (Powdthavee, 2008) é um recente exemplo britânico de pais e não-pais, relatando, proporcionalmente, os mesmos níveis de satisfação na vida.
Mas os avisos para os futuros pais são ainda mais rígidos do que: "isso não vai fazer você mais feliz". Usando conjuntos de dados provenientes da Europa e da América, muitos estudiosos encontraram algumas evidências de que, coletivamente, os pais muitas vezes relatam, estatisticamente, uma significativa redução dos níveis da felicidade (Alesina e outros, 2004), de satisfação na vida (Di Tella e outros, 2003),de satisfação conjugal (Twenge e outros, 2003), e bem-estar mental (Clark & Oswald, 2002) em comparação com os que não são pais.
É um artigo interessante, pois aborda não somente por que ter filhos não nos faz mais felizes, mas, também, a nossa visão sobre o que isso causa nas culturas de todo o mundo.
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| Comentários... |
| Data:04/04/2009 |
| Nome:jaqueline |
| Não há riqueza maior para os pais do que os filhos;tudo passa igual vento que passa ,mas a vida gerada é para sempre.lamentavelmente,estabeleceu-se no mundo uma cultura "anti-natalista"."Feliz o homen que assim encheu sua aljava...(sl 126,3-5). |
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| Data:03/04/2009 |
| Nome:Célia |
| Amo meus filhos, são tudo para mim, mas se eu soubesse o que eu e eles sofreríamos quando da separação do pai deles, não teria, nenhum. Economizaria a cabecinha deles e a minha. |
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| Data:03/04/2009 |
| Nome:Cintia Daflon |
Eu teria vários, se não fosse a falta de tempo... Minha vida mudou sim: pra melhor!
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| Data:03/04/2009 |
| Nome:Rabujo comenta |
| Por coincidência, o New York Times publica hoje um artigo de opinião relacionado a nossa tema, praticamente um libelo contra a amamentação exclusivamente no peito. |
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| Data:03/04/2009 |
| Nome:carlos b. |
| Interessante é o predomínio das opiniões negativas aqui. Num ambiente de anonimato, pode-se dizer a verdade. Basta ver o que está acontecendo nos países desenvolvidos, onde a taxa de natalidade seria incapaz de manter a população estável se não fossem os imigrantes. |
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| Data:03/04/2009 |
| Nome:Juarês |
| Isto tudo sem falar do afastamento que os filhos pequenos provocam entre os cônjuges. Noites sem dormir etc etc não ajudam em nada a intimidade do casal. |
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| Data:03/04/2009 |
| Nome:Renata Cyríaco |
| Com certeza minha vida mudou demais depois das minhas filhas, nunca mais foi a mesma, mas sou a pessoa mais feliz do mundo! |
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| Data:03/04/2009 |
| Nome:Rafella |
| Não quero ter filhos, não me interesso por crianças, pois sou impaciente e vejo, com minhas irmãs, o quanto uma criança exige dos pais.Elas querem sair e ficam deoendendo de um e outro para tomar conta.É complicado ter babás, a gente tem que trabalhar, enfim,gosto de liberdade e sei que vou perder se acontecer de eu ter filhos.Sou contra o aborto, absolutamente, se eu engravidar, por um descuido muito surreal, eu terei o bebê,mas não desejo ter mesmo. Quero ser livre e feliz. Quando quiser ver uma criança eu vou à casa de minhas irmãs. |
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| Data:03/04/2009 |
| Nome:Heloisa |
| Pois é, Cético e ter filhos, é, de uma forma ou de outra, uma escravidão, mesmo que emocional. Não lembro mais o número de vezes que sofri, chorei, esperneei por causas como: uma filha não chegar até a madrugada e não atender o telefone, outro filho com dengue hemorrágica em um hospital, neta que nasce com problema e tem que ficar na UTI desenganada e muuuuitas outras coisas. Isso não é uma limitação? Eles nos trazem muita coisa boa(quando pequenos), mas depois, são só cobranças e reclamações. E mesmo assim são as pessoas que mais amammos na vida. Ou é instinto ou masoquismo. |
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| Data:02/04/2009 |
| Nome:Bia |
| Gente! A maternidade (e imagino que a paternidade também) não é só sofrimento não. Fiquei passada com a atitude dominante aqui |
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| Data:02/04/2009 |
| Nome:Gleice |
| O assunto segue sendo tabuzão! Mas é isso mesmo, necessidade biológica. E ainda acho que os pais que deram depoimento estavam escondendo seus verdadeiros sentimentos. |
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| Data:02/04/2009 |
| Nome:Maya |
| Para uma mulher, ter filhos é um imperativo biológico. Passar dos 30 anos sem filhos é um sinal de fracasso biológico da mulher (ao menos sentimos assim!) e somos compelidas a reproduzir atavicamente. É o domínio total da biologia e o fim de qualquer esperança "intelectual" feminina. O resto são apenas fraldas sujas. |
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| Data:02/04/2009 |
| Nome:ruy |
| Ter filhos sempre foi uma garantia de continuidade de renda e cuidados no fim da vida. Como agora seremos mesmo relegados a um asilo e renda dos filhos tende a ser menor do que a dos velhos, qual seria mesmo a justificativa para destruirmos os poucos anos em que somos adultos, temos renda e somos capazes? |
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| Data:02/04/2009 |
| Nome:o cético |
| Me parece que indicar igualdade de "felicidade" entre pais e não-pais é simplesmente besteira politicamente correta. Pessoas livres são claramente mais felizes que escravos. |
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