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De boas e de más intenções
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| Fonte: Mind Hacks |
| Autor: Vaughan Bell |
| Link: http://www.mindhacks.com/blog/2009/02/index.html |
| Tradução: Heloisa Cavalcanti de Souza |
| Data: 03/03/2009 |
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O programa All in the Minds, da ABC Radio National promoveu um fascinante debate sobre a forma como atribuímos intenções a outras pessoas. Isso abrange alguns surpreendentes e antiintuitivos exemplos de como a nossa compreensão a respeito dos desejos de outras pessoas são distorcidos pela situação. O exemplo essencialmente é este:
O Vice-Presidente de uma grande empresa vai ao CEO (Chief Executive Officer ou Diretor – Executivo) e diz: "Temos um novo plano de negócios. Faremos enormes quantias de dinheiro para a empresa, mas, também, prejudicaremos o ambiente".
O CEO diz "eu sei que o plano irá prejudicar o ambiente, mas não me importo com isso, estou apenas interessado em fazer tanto dinheiro quanto possível. Portanto, vamos colocar o plano em ação".
A empresa inicia o plano, e o ambiente é prejudicado.
A questão é, será que o CEO teve a intenção de prejudicar o meio ambiente? Como isso pode causar demissão, a maioria das pessoas diz "sim" a essa pergunta.
Agora, pense sobre este cenário similar:
O Vice-Presidente de uma grande empresa vai até o CEO e diz: "Temos um novo plano de negócios. Esse plano fará enormes quantias de dinheiro para a empresa, e também irá ajudar o meio ambiente". O CEO diz "eu sei que o plano irá ajudar o meio ambiente, mas não me importo com isso, estou apenas interessado em fazer tanto dinheiro quanto possível. Portanto, vamos colocar o plano em ação".
A empresa inicia o plano, e o ambiente é ajudado.
A questão é a mesma - se o CEO intencionalmente ajuda o meio ambiente neste caso.
Curiosamente, a maioria das pessoas vai dizer que não. Apesar de o CEO tomar a mesma decisão em ambos os casos.
O programa está cheio de muitos dos mais fascinantes exemplos de como o nosso julgamento da intenção é afetado pelo resultado e não pela decisão que a pessoa toma.
No entanto, pergunto-me se os nossos juízos são nublados pela noção de responsabilidade em vez de puramente pela intenção, onde damos muito maior peso à responsabilidade social para as ações prejudiciais do que para as benéficas.
Esse campo está sendo grandemente explorado pela nova área de "filosofia experimental", que visa testar empiricamente nossos pressupostos sobre questões tradicionalmente filosóficas.
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| Comentários... |
| Data:04/03/2009 |
| Nome:o cético |
| Pode ser que saibamos intuitivamente que assim é, mas ver o teste é revelador! |
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| Data:04/03/2009 |
| Nome:juquinha |
| Quer dizer que seu tiver uma idéia preconcebida sobre alguma coisa estarei atribuindo uma intenção também preconcebida a quem faz este ato independente da intençao que esta pessoa possa ter e que eu não acreditaria se ela dissesse qual a intenção? Todo mundo faz isso!!!!!! |
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| Data:03/03/2009 |
| Nome:Célia |
| Verdade,se matam um inocente, choramos, mas se morre um bandido, quem matou vira herói. |
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| Data:03/03/2009 |
| Nome:Sargento |
| Li hoje uma análise sobre o evento do assassinato de quatro pessoas pelo MST que parece ter sido feita para ilustrar este texto. Se o MST matou, o que é crime, foi com boa intenção. Se Gilmar Mendes criticou, defendendo a lei, foi com má intenção. Assimetria! |
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