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| Blogs Pessoais |
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Privacidade Saliente
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| Fonte: Bruce Schneier on Security |
| Autor: Bruce Schneier |
| Link: http://www.schneier.com/blog/archives/2009/07/privacy_salienc.html |
| Tradução: Joana Alencastro |
| Data: 03/08/2009 |
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Reafirmar privacidade para as pessoas as deixa mais – e não menos – preocupadas. Esse fenômeno chama-se “privacidade saliente”, e Leslie John, Alessandro Acquisti e George Loewenstein – todos da Carnegie Mellon University – provaram isso com uma série de experimentos.
Em um deles, os sujeitos completavam uma pesquisa online que consistia em uma série de perguntas acerca de seu comportamento acadêmico - “Você já colou em alguma prova?”, por exemplo. Para a metade dos sujeitos foi solicitado que assinassem um “contrato” de advertência – designado para fazer com que a preocupação com a privacidade ficasse mais saliente – enquanto que a outra metade não precisou assinar nada. Também foram aleatoriamente designados alguns sujeitos que receberiam um seguro confidencial de privacidade, e os que não o receberiam. Quando a preocupação com a privacidade era salientada (através do “contrato” de advertência), as pessoas reagiam negativamente à garantia de confidencialidade e ficavam bem menos à vontade para revelar informação pessoal.
Em outra experiência, os sujeitos completavam uma pesquisa online onde eram questionados a respeito de diversas questões pessoais, tais como, “Você já experimentou cocaína?”. Metade dos sujeitos completaram uma enquete aparentemente frívola - “O quão mau você é?” - com uma fotografia de um diabo bonitinho. A outra metade completou a mesma enquete, mas com o título “Carnegie Mellon University Survey of Ethical Standards” (Enquete de Standards Éticos da Universidade de Carnegie Mellon), com selo da universidade e garantia oficial de privacidade.
Os resultados demonstraram que as pessoas que foram lembradas a respeito da privacidade demonstraram bem menos probabilidade de revelar suas informações pessoais do que aquelas que não foram alertadas quanto à privacidade.
A privacidade saliente contribui muito para explicar redes de comunicação social e suas atitudes quanto a privacidade. De uma perpectiva de negócios, sites de redes de comunicação social não querem que seus membros exercitem muito seus direitos de privacidade. Eles querem que eles sintam-se cada vez mais à vontade para revelar diversos dados pessoais.
Joseph Bonneau e Soeren Preibusch da Universidade de Cambridge têm estudado a privacidade em 45 sites de relacionamento social pelo mundo. (você pode não ter percebido que existem 45 sites populares de relacionamento social pelo mundo.) Ele descobriram que as configurações de privacidade na maioria das vezes são confusas e difíceis de acessar; o Facebook, com suas 61 configurações é o pior. Para entender algumas das configurações, eles tinham que criar contas com diferentes configurações para que pudessem comparar resultados.
A privacidade tende a aumentar com a idade e a popularidade so dite. Sites de uso geral tendem a ter mais características de privacidade do que sites de nichos.
Mas a descoberta mais interessante foi a de que os sites consistentemente escondem quaisquer menções à privacidade. Eles salpicam páginas falando sobre conectar-se com os amigos, conhecer novas pessoas, compartilhar fotos: os benefícios por revelar dados pessoais.
Sim, os sites falam sobre privacidade, mas somente em páginas de política de privacidade - que são difíceis de achar. Nessas páginas eles fornecem fortes garantias sobre seu controle de privacidade e a segurança dos dados que seus membros escolheram divulgar no site. Lá, os sites exibem acordos de privacidade em três partes e outros ícones designados a diminuir quaisquer medos que seus membros possam ter.
É o experimento da Carnegie Mellon no mundo real. Usuários se preocupam com a privacidade, mas não pensam sobre isso no dia-a-dia. Os sites de relacionamento pessoal não querem relembrá-los da privacidade - mesmo que falem sobre isso positivamente - pois qualquer lembrete irá resultar nos usuários lembrando de seus medos acerca do tema e tornando-se mais cuidadosos no que se refere a compartilhar dados pessoais. Mas os sites também precisam reafirmar sua política aqueles “fundamentalistas da privacidade” - para os quais a privacidade é sempre saliente; então eles apresentam uma retórica forte pró-privacidade para os que tem tempo para procurar por ela. As duas diferentes mensagens de marketing direcionam-se para dois públicos diferentes.
Como resultado da pressão pública, os sites de relacionamento pessoal estão melhorando seus controles de privacidade. Ao mesmo tempo, existe um contra-balanço vindo de uma pressão dos negócios em diminuir a privacidade; veja o que está acontecendo agora (http://www.nytimes.com/external/readwriteweb/2009/06/24/24readwriteweb-the-day-facebook-changed-messages-to-become-18772.html) no Facebook, por exemplo.
Ingenuamente, nós deveríamos esperar que as companhias criassem suas próprias políticas de privacidade de forma clara, permitindo que os clientes façam uma escolha bem informada. Mas a necessidade de marketing de reduzir a saliência da privacidade irá frustrar as soluções de mercado que querem melhorar essas condições; os sites deveriam ofuscar bem o assunto ao invés de competir no que diz respeito a essa característica.
Esse ensaio apareceu originalmente no Guardian.
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| Comentários... |
| Data:03/08/2009 |
| Nome:Rico |
| É só o fato de que preferimos olhar para o outro lado quando há problemas na área que não nos afetem de imediato. |
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| Data:03/08/2009 |
| Nome:valto |
| Acho que é mais do tipo "o coração não sente o que os olhos não vêem". |
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| Data:04/08/2009 |
| Nome:Timo |
| Confuso. Se entendi, a coisa é do tipo "me engana que eu gosto"! kkkkkk |
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