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| Imprensa Especializada |
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Um, Dois, Muitos
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| Fonte: New Scientist |
| Autor: Laura Spinney |
| Link: http://www.newscientist.com/article/mg20126921.700-why-some-people-cant-put-two-and-two-together.html?full=true |
| Tradução: Heloísa Cavalcanti de Souza |
| Data: 05/02/2009 |
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Caçadores-coletores da Amazônia chamados de Mundurucú só têm palavras para números até 5. Será que isso afeta a maneira como eles pensam sobre problemas matemáticos? Especialistas que pensam que o conceito humano de número exato é inato diriam que não. No entanto, Stan Dehaene do Collège de France, em Paris está entre um número crescente de pesquisadores que acredita que o número exato é aprendido e, por conseguinte, afetado pela nossa cultura. Ele decidiu testar essa ideia com os Mundurucús.
Trabalhando com um seu colega nesse campo, Pierre Pica, e outros, Dehaene verificou que o Mundurucú pode adicionar e subtrair com números inferiores a 5, e fazer comparações aproximadas de grandeza com tanto êxito quanto um grupo de controle. Mas no ano passado, a equipe descobriu uma grande diferença cultural. Eles pediram a voluntários para olhar para uma linha horizontal sobre uma tela de computador que tinha um ponto na extremidade esquerda e 10 pontos para a direita. Eles foram então apresentados a uma série de quantidades entre 1 e 10, em diferentes modalidades sensoriais - uma imagem de pontos, digamos, ou uma série de tons audíveis - e pediu para apontarem para o local da linha para onde eles achavam que a quantidade se localizaria.
Falantes de Inglês estabelecerão tipicamente que o lugar 5 é o meio caminho entre 1 e 10. Mas o Mundurucú coloca 3 no meio, e 5 mais próximo de 10 (Science, vol 320, p 1217). Deheane acha que isso é porque eles pensam em termos de proporção - logarítmica - em vez de em termos de uma linha numérica. A maneira de o Mundurucú pensar é apenas que 10 é duas vezes maior que 5, mas 5 é cinco vezes maior do que 1, de modo que 5 é considerado mais próximo de 10 do que a 1.
A equipe concluiu que "o conceito linear de uma demarcação numérica parece ser uma invenção cultural, incapaz de se desenvolver na ausência de uma educação formal". Com ferramentas limitadas para a contagem, o Mundurucú escapa do modo padrão de pensar em números, o chamado "sistema de número aproximado" (ANS). Esse é logarítmico, diz Dehaene. Quando se trata de negociar o mundo natural - dimensionamento de uma tropa inimiga ou uma presa para servir de alimento - razão ou percentagens são o que contam. "Eu não conheço alguma situação de sobrevivência, onde você precise saber a diferença entre 37 e 38", diz ele. "O que você precisa saber é mais ou menos 20% de 37”.
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| Comentários... |
| Data:06/02/2009 |
| Nome:Renata |
| Sou pedagoga e conheço uma deficiência assim com minhas crianças. |
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| Data:06/02/2009 |
| Nome:carlos b. |
| Pode ser, mas é estranho |
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| Data:05/02/2009 |
| Nome:o cético |
| Índios que vivem na idade da pedra lascada pensando em termos logarítmicos? Parece mais coisa de antropólogo babaca. |
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| Data:05/02/2009 |
| Nome:chico dias |
| Pensei que fossem os tais ianomamis da floresta |
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