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O Cérebro do Bebê
Fonte: Mind Hacks
Autor: Vaughan Bell
Link: http://www.mindhacks.com/
Tradução: Heloisa Cavalcanti de Souza
Data: 06/05/2009
 
O lindo cérebro do bebê:

Jonah Lehrer tem um excelente artigo no Boston Globe de hoje sobre como os cérebros dos bebês se desenvolvem e o que os psicólogos estão começando a entender sobre a mente infantil.

É amplamente propagado o trabalho de Alison Gopnik, um dos líderes mundiais em psicologia do desenvolvimento, que há muito tem argumentado que os bebês podem ser mais conscientes do que os adultos e que nós aprendemos a filtrar o mundo e gerenciar mentalmente este caos inicial.

Enquanto esta menos focada forma de atenção torna essa tarefa mais difícil – pré-escolares são facilmente distraídos – isso também traz uma certa vantagem. Em muitas circunstâncias, o modo de atenção “lanterna” pode realmente levar a melhorias na memória, especialmente quando se trata de recordar informação que não parecem tão importantes no momento.
 
Considere esta tarefa de memória concebida por John Hagen, um psicólogo de desenvolvimento na Universidade de Michigan: a uma criança é dado um baralho de cartas e mostrados duas cartas ao mesmo tempo. À criança é dito que se lembre da carta da direita e ignore a carta do lado esquerdo. Não é de estranhar que as crianças mais velhas e os adultos são muito melhores em lembrar as cartas que lhes disseram para focar, uma vez que eles são capazes de dirigir a sua atenção. No entanto, crianças são muitas vezes melhores em lembrar as cartas da esquerda, o que era suposto de ser ignorado. A “lanterna” lança a sua luz em todos os lugares.

Eu sou um pouco cético a respeito de uma parte do artigo, porém, quando isso afirma que bebês têm mais neurônios do que os adultos, como só muito recentemente os pesquisadores tentaram fazer esta estimativa e, na verdade, descobriram que bebês e adultos têm aproximadamente o mesmo no córtex, o que constitui a grande maioria do cérebro.

Em termos de sinapses, conexões entre neurônios, isso varia com a idade da criança. Por exemplo, olhe para este gráfico de densidade de sinapse de como nós crescemos, retirados de um estudo do córtex humano.

Recém-nascidos começam com menos sinapses do que os adultos, mas este número cresce, e ao fim de seis meses de idade, temos aproximadamente o dobro de ligações. Isso diminui gradualmente a moldagem, pelo cérebro, das ligações sobre usar isso ou perder.

Estou sempre ligeiramente aterrorizado quando vejo como o gráfico é uma ilustração viva das incrivelmente rápidas mudanças que ocorrem à medida que crescemos e aprendemos a perceber o sentido do mundo.

É esse mesmo sentimento de admiração que o Boston Globe capta para explicar como a compreensão sobre o cérebro do bebê pode nos ajudar a dar sentido à mente adulta.
 
Comentários...
Data:07/05/2009
Nome:o cético
Este pessoal está enxergando mais do que o nosso conhecimento atual permite.
Data:07/05/2009
Nome:Célia
Cadê o gráfico?
 
 
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