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Determinação
Fonte: Mind Hacks
Autor: VAughan Bell
Link: http://www.mindhacks.com/
Tradução: Joana Alencastro
Data: 06/08/2009
 
Tem um excelente artigo no Boston Globe sobre “determinação” - a habilidade de se apegar a uma coisa e perseverar por um longo período, mesmo quando a coisa fica difícil.

O artigo se detém no trabalho da psicóloga Angela Duckworth, que se interessou em descobrir quais atributos – além da inteligência – contribuem para o sucesso.

“Eu aposto que não existe uma única pessoa que seja altamente bem-sucedida que não dependeu de determinação,” diz Angela Duckworth, uma psicóloga da Universidade da Pensilvânia que ajudou a desbravar o estudo sobre determinação. “Ninguém é talentoso o suficiente para não ter que trabalhar duro, e é isso que a determinação te permite realizar.”

Depois de desenvolver uma enquete designada a medir esse traço estritamente definido – você pode  fazer a enquete em  www.gritstudy.com -  Duckworth consolidou o teste da relevância da determinação. A evidência inicial sugere que as medidas de determinação podem muitas vezes predizer sucesso, quando não até mais que as medidas de inteligência. Por exemplo: em um estudo de 2007 com 175 finalistas no  Scripps National Spelling Bee,  Duckworth descobriu que a sua simples enquete sobre determinação se saiu melhor em prever se uma criança conseguiria ou não chegar ao último round do que um resultado de Q.I..

Como o artigo nota, esse conceito da determinação não é apenas perseverante, como também se trata de manter objetivos a longo prazo na mente.

Quando psicólogos teriam pesquisado “ações de metas direcionadas” no passado, eles estariam quase sempre pensando no aqui e agora. Buscando soluções rápidas para os problemas e conquistas a curto prazo.

Isso está começando a mudar lentamente e alguns psicólogos cognitivos estão agora tentando entender a psicologia e a neurociência do que podemos chamar de objetivos de vida.

Existe um interessante estudo de neuroimagem no número mais recente do  Journal of Cognitive Neuroscience (Caderno da Neurociência Cognitiva) que busca descobrir quais áreas do cérebro estão ativas quando estamos pensando sobre eventos futuros que não são relevantes pessoalmente – comparado àqueles que o indivíduo considera como um objetivo pessoal.

O estudo amplia trabalhos anteriores que indicavam que a nossa habilidade de imaginar o futuro usa uma rede semelhante do cérebro à nossa habilidade de relembrar o passado – ao ponto de que pacientes com uma amnésia densa apresentam um drástico enfraquecimento da habilidade de imaginar eventos vindouros.

No caso dos objetivos pessoais, parece que uma rede similar está envolvida, somado ao ventromedial e, posteriormente, a área da estrutura anatômica - ambas as regiões do lobo frontal previamente conectadas para o peso ou valor emocional de uma experiência.
Faz tempo que eu suspeitava que 90% da inteligência verdadeira no mundo provém de motivação, e uma mensagem similar parece emergir dessa pesquisa.




 
Comentários...
Data:06/08/2009
Nome:Suzzana
Determinação é tudo, agora porque alguns tem e outros não tem é que a questão.
Data:06/08/2009
Nome:Rabujo
Einstein resolvia um problema a cada 7 anos...
 
 
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