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Mente e Cansaço
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| Fonte: Frontal cortex |
| Autor: Jonah Lehrer |
| Link: http://scienceblogs.com/cortex/ |
| Tradução: Heloisa Cavalcanti de Souza |
| Data: 08/05/2009 |
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Evan Lerner tem um artigo muito interessante no seedmagazine.com, acerca de desempenho físico e esgotamento. Esse doloroso ácido láctico palpitante? Está, na maioria das vezes, na sua cabeça:
A linha de chegada está à vista, mas você não vai conseguir. Seus pulmões estão queimando e o oxigênio em profundo déficit. As fibras musculares, em suas pernas, converteram a maioria dos carboidratos que abastecem seu corpo em ácido láctico. Este foi um belo plano para gerar a energia extra, necessária para mantê-lo em movimento na ausência de oxigênio suficiente, mas agora isto está fazendo o seu quadríceps e o tendão da perna se sentirem como se estivessem pegando fogo - o que é mais ou menos o caso. Em suma, o seu tanque de combustível está vazio e você está correndo só no vapor. Você não vai a lugar algum, exceto, possivelmente, para o último lugar.
A encenação acima soa totalmente plausível, mas é quase totalmente errada. Os corredores são freqüentemente mais rápidos ao final de uma corrida, quando eles deveriam estar mais cansados. A experiência mostra claramente que nossos limites físicos estão menos em nossos músculos e mais em nossas mentes.
A idéia de que a fadiga do músculo envolve mais do que uma falta de energia química é, de alguma maneira, auto-evidente. Os atletas executam melhor após terem consumido uma bebida carregada de energia do açúcar, embora a quantidade de energia contida nisso é minúscula comparada às reservas em seus músculos. E de acordo com um artigo publicado recentemente no The Journal of Physiology , os atletas não têm que engolir aquela bebida açucarada para se sentirem impulsionados. O estudo, conduzido por Ed Hambers,Matt Bridges e David Jones, da Universidade de Birmingham, vai ao núcleo do porquê de nos sentirmos cansados.
Isto me lembra uma experiência inteligente, conduzida por Babá Shiv, de Stanford. (Eu descrevo esta experiência em How we decide) Ele abasteceu um grupo de pessoas com Sobe Adrenaline Rush , uma bebida “energética”que suporia uma sensação mais alerta e enérgica. (A bebida continha uma fermentação poderosa de açúcar e cafeína, cujo frasco prometia dar uma superior “funcionalidade”). Alguns participantes pagaram o preço máximo pelas bebidas, enquanto que, para outros, foi oferecido um desconto. Aos participantes foi pedido, então, que resolvessem uma série de enigmas de palavra. Shiv achou que as pessoas que pagaram os preços com descontos resolveram consistentemente aproximadamente trinta por cento menos enigmas do que as pessoas que pagaram o preço máximo pelas bebidas. Os indivíduos foram convencidos de que o material vendido era muito menos poderoso, mesmo que todas as bebidas fossem idênticas.
Por que a bebida energética mais barata provou ser menos eficaz? De acordo com Shiv, os consumidores sofrem tipicamente de uma versão do efeito placebo. Desde que nós esperemos que os mais baratos sejam menos eficazes, serão, geralmente, menos eficazes, mesmo que sejam idênticos aos produtos mais caros. Eis porque a marca registrada comercialmente como aspirina funciona melhor do que o genérico, ou porque a Coca-cola tem melhor paladar do que outros colas mais baratos, mesmo que a maioria dos consumidores não possa dizer a diferença em testes cegos de paladar.
Eu imagino que um efeito semelhante possa estar no trabalho com atletas e exaustão física. Os atletas que são convencidos de que estão em melhor forma são aqueles que estão preparados mentalmente para, na corrida, atingirem a meta. Isso é um pouco mais fácil para aqueles que lutam com a dor e persistem, como os indivíduos que receberam a bebida energética sem o desconto. Por enquanto, os concorrentes que se sentem superiores, ou estão se recuperando de um ferimento irritante, puderam achar este heroísmo de última hora para serem um pouco mais desafiantes. Ou seja, todos sentem a dor - a pergunta real é o que nós fazemos com ela |
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| Comentários... |
| Data:11/05/2009 |
| Nome:carlos b. |
| É evidente que o "psicológico" domina. Interessante seria tentar medir o efeito. |
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| Data:11/05/2009 |
| Nome:o cético |
| Parece inacreditável. Acho que estou excessivamente cético hoje. |
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| Data:08/05/2009 |
| Nome:Jorginho |
| Legal. E daí? |
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