Notinha de Vaughan Bell no Mind Hacks:
Se é difícil de pronunciar, deve ser arriscado
Acabei de encontrar um curto, mas delicioso, estudo recentemente publicado na Psychological Science, que mostra que temos tendência para classificar as coisas com nomes difíceis de pronunciar como mais perigosas do que aquelas com nomes que nós podemos dizer mais fluentemente.
Os Psicólogos Hyunjin Song e Norbert Schwarz criaram nomes fictícios de suplementos alimentares e solicitaram aos participantes que classificassem quão perigosos eles pareciam.
Fáceis de pronunciar, “suplementos” com nomes como Magnalroxate foram consistentemente classificados como menos arriscados do que nomes como Hnegripitrom.
Querendo ver se haveria o mesmo efeito se acontecesse com riscos que poderiam ser vistos como excitantes, eles fizeram uma experiência semelhante, mas nessa experiência os participantes foram convidados a avaliar um parque de diversões.
Passeios com nomes como Ohanzee foram classificados como menos prováveis de deixá-lo doentes do que os de difícil pronúncia com nomes como Tsiischili, mas também foram classificados como menos aventureiros.
Os pesquisadores salientam que o estudo está em consonância com estudos anteriores sobre vieses cognitivos, o que determinou que temos tendência a subestimar o risco que as coisas familiares têm e superestimar o risco de coisas que não conhecemos tão bem.
Para complementar, procurei o abstract do trabalho, na Universidade de Michigan. Aí vai: RESUMO- A pouca fluência favorece a impressão de que um estímulo é desconhecido,o que, por sua vez, resulta na percepção de risco mais elevado, independente da questão de saber se o risco é desejável ou indesejável. Nos Estudos 1 e 2, os suplementos alimentares foram classificados como mais prejudiciais quando seus nomes eram difíceis de pronunciar do que quando os seus nomes eram fáceis de pronunciar; análises indicaram que este efeito foi mediado pela percepção da novidade da substância. No Estudo 3,os passeios no parque de diversões foram classificados como mais propensos a fazer um doente (um risco indesejável ) e também como mais excitantes e aventureiros (um risco desejável ), quando os seus nomes eram difíceis de pronunciar do que quando os seus nomes eram de fácil pronúncia.
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| Comentários... |
| Data:12/02/2009 |
| Nome:Ronaldo |
| O que é difícil de pronunciar, se não tiver necesidade para nós, até desprezamos, não damos importância. |
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| Data:12/02/2009 |
| Nome:Célia |
| Eu andava sumida e voltei no dia que vocês publicaram algo bem interessante. Muito bom isso, mas acho que não se aplica a nomes de remédios, pois é algo sempre desconhecido para nós, leigos no assunto. |
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| Data:12/02/2009 |
| Nome:Solange |
| Que coisa mais interessante isso. As vezes não nos damos conta mas agora vou prestar mais atenção a isso. |
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| Data:12/02/2009 |
| Nome:Antônio |
| Verdade, já observaram como ficamos arredios com pessoas de nomes comploicados ou feios? Não chega a causar doença,mas não é uma reação positiva. |
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| Data:12/02/2009 |
| Nome:Renata |
| Excelente texto. Pequeno, de fácil entendimento, linguagem bem acessível, além de um tema inédito e bem interessante. Parabéns!Vou indicar. |
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| Data:12/02/2009 |
| Nome:Helena |
| Fico impressionada como não nos damos conta de certas coisas e outras pessoas desenvolvem pesquisas. Ainda bem |
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| Data:12/02/2009 |
| Nome:Wal |
| Interessante é que nem percebemos, mas é verdade. Coisas do cérebro... |
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| Data:11/02/2009 |
| Nome:o cético |
| O que é difícil de pronunciar é estranho, pertence a outro grupo, é ameaçador. Parece lógico, nesse contexto, claro. |
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| Data:11/02/2009 |
| Nome:wejigarhihijut |
| Com esse nome, devo ser um cara terrível!!!! |
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