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Raiva e Tempo
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| Fonte: Research Digest Blog |
| Autor: Christian Jarrett |
| Link: http://bps-research-digest.blogspot.com/2009/08/surprising-links-between-anger-and-time.html |
| Tradução: Joana Alencastro |
| Data: 14/08/2009 |
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A maneira que pensamos sobre coisas abstratas como o conceito de tempo é baseado em metáforas físicas. Por exemplo, falamos de eventos sendo rearranjados de um dia para o outro, como se fosse através do espaço. Similarmente, existe um aspecto metafórico incorporado às nossas emoções – o medo é associado à retração física, por exemplo, enquanto a raiva é associada à abordagem e ao confrontamento. Um novo e intrigante estudo demonstra que essa maneira compartilhada de pensar sobre o tempo e a emoção pode levar a alguns surpreendentes efeitos.
David Hauser e seus colegas primeiramente descobriram que pessoas com temperamento mais irritadiço provavelmente apresentam mais tendência a pensar sobre si mesmos se movendo através do tempo, e não de pensar no tempo se movendo através deles. Você pode testar isso em você mesmo considerando para que dia da semana um compromisso foi trocado, se era originalmente planejado para quarta-feira mas foi adiado para dois dias depois disso. Se você pensa que agora o compromisso mudou para sexta-feira então você é uma pessoa que pensa sobre as pessoas se movendo através do tempo, e se você pensa que o encontro agora é na segunda-feira, então você é mais passivo, e você pensa sobre o tempo passando por você.
Em um segundo estudo, a equipe de Hauser perguntou a 62 estudantes participantes uma versão desta pergunta (sobre o evento), rearranjada tantas vezes de forma a fazer com que ela soasse tanto provocadora de irritação quanto neutra. Na média, os estudantes que foram presenteados com a versão irritante disseram que o evento foi transferido para a sexta-feira (como se eles estivessem se movendo através do tempo), ao contrário dos estudantes que foram presenteados com a versão neutra da pergunta. Além disso, os estudantes da versão irritante estavam mais propensos (em comparação aos estudantes da versão neutra) a dizer que sentiam como se estivessem abordando o evento, ao invés do evento estar abordando a eles. Em outras palavras, parece que pensamentos irritadiços fazem com que a nossa maneira de pensar sobre o tempo mude.
Um estudo final virou isso do avesso e demonstrou que pensar sobre se mover no espaço pode induzir a irritação. Os pesquisadores deram a 87 estudantes computadores com uma plataforma de tela em uma mesa, encarando o telhado. Nela estavam os dias da semana, em uma linha vertical com o sábado no topo, depois a sexta, a quinta, até chegar no domingo no fundo, perto do participante. Foram dados comandos que provocavam tanto pensamentos de movimento através do tempo, distante do participante (por exemplo, uma nova reunião foi transferida dois dias, de domingo para quarta-feira – por favor, assinale o novo dia na tela), ou pensamentos sobre o tempo se movendo em direção ao participante (por exemplo, uma mudança para baixo na tela, dirige o participante de quarta para domingo). Os participantes primavam por pensar sobre seu movimento através do tempo subseqüentemente na média para sentirem-se mais irritados do que os participantes que estavam na condição em que “o tempo se direciona a eles”.
“Esses estudos apóiam as teorias de cognição incorporada por demonstrar que que conceitos abstratos que compartilham um domínio percentual podem influenciar um ao outro originalmente porém de maneira previsível, “ dizem os pesquisadores.
Hauser, D., Carter, M., & Meier, B. (2009). Mellow Monday and furious Friday: The approach-related link between anger and time representation. Cognition & Emotion, 23 (6), 1166-1180 DOI: 10.1080/02699930802358424 |
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