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| Imprensa Especializada |
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Caos Gera Caos
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| Fonte: SEED |
| Autor: Sheila Prakash |
| Link: http://seedmagazine.com/news/2009/01/chaos_begets_chaos.php |
| Tradução: Heloísa Cavalcanti de Souza |
| Data: 15/01/2009 |
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Um novo estudo apoia a controversa alegação de que as pessoas podem ser moralmente influenciadas pelo estado de seu ambiente.
No mês passado, cientistas sociais na Holanda demonstraram empiricamente um fenômeno observado pelos responsáveis pela política e pelas forças da ordem durante anos. Quando um envelope contendo, visivelmente, uma nota de cinco euros foi pendurada em uma caixa de correio na calçada , 13% dos transeuntes tentaram pegar. Quando a mesma caixa de correio foi pichada com grafite, no entanto, mais do dobro do número de pedestres (cerca de 27%) roubou o envelope.
O grafite não foi o único delito que estimulou uma atitude de roubo em um cavalheiro, por exemplo. Quando o chão, perto da caixa de correio, estava coberto de detritos, 25% dos indivíduos roubaram o envelope. Estes resultados são importantes para os motivos sociais e estatísticos. Um ambiente desordenado é responsável pela conduta desordenada?
A teoria da janela quebrada (BWT), primeiro proposta por James Wilson e George Kelling, em 1982, sustenta que a presença de transtorno - sob a forma de janelas quebradas, lixo e grafite - pode incentivar um comportamento delinqüente. A BWT promove uma teoria de "cortar o mal pela raiz”, uma postura para a prevenção da criminalidade: corrigir pequenos problemas (como a desordem), antes que grandes problemas (como o roubo) tenham a chance de ocorrer. O ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, foi um fiel incentivador da teoria. Ele focava em pequenas questões como pichações, prostituição e flanelinhas para influenciar e, finalmente, fazer baixar o crime em uma cidade aparentemente incontrolável.
Ainda assim, a veracidade da BWT esteve sempre em questão. Nenhum estudo rigoroso corroborou se isso era realmente responsável pelas alterações que supostamente causavam. Mas esses novos achados por Kees Keizer, Siegwart Lindenberg, e Linda Steg (Universidade de Groningen), mostram que as pessoas comuns são, de fato, mais suscetíveis a violarem as regras em situações em que outras regras - mesmo aquelas completamente independentes - já foram quebradas. Isso pode formar a base de um modelo social para entender como a desordem se propaga.
Os autores realizaram seis áreas de estudos controladas. Em cada experimento, um cenário fornecia uma condição de ordem (adesão a uma norma contextual), enquanto um segundo fornecia uma condição para a desordem (a violação de uma norma contextual). Em todos os casos, a violação de uma norma contextual levou um número significativamente maior de participantes a quebrar uma outra regra. Quando uma entradacontinha sinais pedindo, explicitamente, aos participantes (a), para não atravessarem e (b) para não acorrentarem as suas bicicletas no muro, cerca de 27% dos transeuntes atravessavam de qualquer jeito. Compare isso a 82% dos participantes que atravessavam quando outra norma contextual já foi violada – prender as bicicletas no muro. A violação de uma norma levou à violação de outra.
"Não, os resultados não nos surpreenderam", diz Lindenberg. "O que nos surpreendeu foi o tamanho do efeito".
Não é que as pessoas tenham se tornado más, tampouco. Um objetivo simplesmente superou outro em importância. No caso da caixa de correio, o desejo pelo dinheiro superou o desejo de se comportar adequadamente, porque outros já não o tinham feito. "As pessoas não são más. As pessoas estão apenas sujeitas à influência social", diz Lindenberg. Uma dica eficaz para a prevenção da criminalidade, deve ser a consciência da violação das normas em todas os níveis. Afinal, diz Lindenberg, "Até os antigos avós fariam isso."
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| Comentários... |
| Data:19/01/2009 |
| Nome:Walkíria |
| Conclusão final?Existe isso?? |
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| Data:16/01/2009 |
| Nome:xavier |
| Discordo só da conclusão final. As pessoas são más sim. O ambiente degradado é apenas é garantia de que "não tem ninguém olhando" e, logo, o indivíduo pode ficar impune. |
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| Data:15/01/2009 |
| Nome:Saulo Cavalcanti de Souza |
| Ótimo texto, claro e objetivo descortina definitivamente a influência dos serviços públicos no comportamento social. |
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| Data:15/01/2009 |
| Nome:Walkíria |
| Acho que vale sim,por que não? |
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| Data:15/01/2009 |
| Nome:geysa |
| isto também vale para governos sujos? |
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| Data:15/01/2009 |
| Nome:desconfiado |
| Pode ser, pode ser. Mas também pode ser desculpa pros meganha meter a porrada. Ou não? |
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| Data:15/01/2009 |
| Nome:carlos madeira |
| Brilhante estudo. Vou arrumar minha mesa agora mesmo hahahaha |
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