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Genes e Cérebro
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| Fonte: Mind Hacks |
| Autor: Vaughan Bell |
| Link: http://www.mindhacks.com/blog/2009/03/on_the_frontiers_wit.html |
| Tradução: Heloisa Cavalcanti de Souza |
| Data: 15/04/2009 |
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A revista Wired editou um excelente artigo sobre a ambiciosa missão do Allen Institute for Brain Science de mapear onde cada gene se expressa no cérebro.
Tendemos a pensar de genes em termos de sua capacidade para transmitir características às novas gerações, mas no momento em que os ovos e os espermatozóides combinam, iniciam genes codificadores para proteínas, os quais o organismo utiliza para fazer o seu trabalho.
Naturalmente isso inclui o cérebro, conhecendo que tipo de genes produzem proteínas e quais áreas do cérebro nos dão uma grande pista para algumas das funções cerebrais.
O artigo talvez seja demasiado esperançoso sobre o significado de ter um mapeamento do gene para a compreensão das complexas funções da mente e as disfunções (o autismo é citado como um exemplo) - o que sugere que algumas pesquisas alcançam um beco sem saída sem ele.
Talvez seja útil mencionar que uma das peças-chave no quebra-cabeça da expressão do gene no cérebro não é onde os genes são expressos, mas em que condições.
Enquanto o seu DNA tem a capacidade de expressar todos os genes cada proteína cada gene tem, a célula regula este processo para que ele reaja às atuais condições dinamicamente.
Em outras palavras, os genes são mais que um livro de referência, e as outras células de regulação do processo decidem como e quando usar essa informação.
Tanto quanto sabemos, todo aprendizado acontece no cérebro através de proteínas, significando que a experiência, a aprendizagem, o pensamento, a motivação - ou qualquer outro processo de “nível psicológico”, podemos acreditar, age através dos muitos, complexos, e não totalmente compreendidos processos de regulação.
Portanto, compreender o livro de referência é uma essencial, mas insuficiente parte da imagem. O verdadeiro negócio está na compreensão de como as células cerebrais, que trabalham, usam a informação para mediar entre os genes e os processos psicológicos que nós compreendemos, em níveis comportamentais ou de experiências.
Isso faz parte da nova ciência da epigenética e há grandes esperanças de que esta seja uma grande parte do futuro da neurobiologia.
Isso não significa que não precisamos compreender o papel da experiência e do ambiente em deferência aos modelos neurobiológicos puramente reducionistas. De fato, esses novos desenvolvimentos, salientaram a importância da integração destes conceitos maiores.
Agora temos o início de uma ciência que poderia nos ajudar a fazer as ligações entre esses diferentes níveis de explicação.
No entanto, a Allen Brain Atlas é uma importante e emocionante parte dessa nova ciência e o artigo da Wired, uma grande introdução ao projeto. |
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| Comentários... |
| Data:17/04/2009 |
| Nome:carlos b. |
| Que livro arbítrio? Isso é coisa lá dos tomistas... |
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| Data:17/04/2009 |
| Nome:o cético |
| E aí, meu caro Carlos, como fica o livre arbítrio? |
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| Data:17/04/2009 |
| Nome:carlos b. |
| Isso me dá um medão. Derta vez li um artigo em que cientistas diziam que, a partir de um certo nível de conhecimento seria possível predizer totalmente o comportamento de uma pessoa a partir de seu perfil genético. Estamos chegando lá... |
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