Os americanos adoram alternativas. Um dos benefícios do capitalismo moderno, afinal, é que estamos livres para consumir os produtos que combinam perfeitamente com as nossas preferências - se você quiser usar jeans skinny com uma t-shirt Black Sabbath, flip flops (sandálias do tipo Havaianas) e um Fedora (tipo antigo de chapéu - vi uma pessoa assim ontem –e estava muito satisfeita), então vá em frente. Gail Collins, enquanto pesarosa pela dificuldade de reformar o sistema de empréstimo para a faculdade, resume a obsessão do americano por escolher:
É por isso que minha drogaria da esquina oferece, pela minha última contagem, 103 diferentes tipos de hidratantes corporais. Estes não devem, obviamente, ser confundidos com hidratantes para o rosto, mãos, cotovelos ou pés.
Nós, como clientes informados, fazemos a varredura das prateleiras apinhadas, e decidimos se as nossas necessidades serão mais bem satisfeitas pelo óleo, manteiga corporal ou emulsão firmadora. Poderemos confundir, talvez, com o creme de leite, cujo principal ponto de interesse nas vendas são as vacas leiteiras. Então, nós selecionamos os produtos que irão sobreviver e prosperar, votando com nossas carteiras.
Pessoalmente, estou sempre mais espantado com as prateleiras de fios dentais. Apenas na América poderíamos encontrar uma maneira de vender mais de 200 tipos diferentes de fios dentais. (Mas você gostaria de fio com sabor de hortelã? Ou fio perfumado com óleo condimentado? Talvez você pagasse um dinheiro extra para ter seu fio revestido de fluoreto?)
Naturalmente nós agora sabemos que a escolha não é mais um bem universal. Porque o cérebro é uma máquina delimitada - ele só pode processar uma grande quantidade de informações em dado momento - as pessoas realmente acham o excesso de escolha desagradável. Quando temos muitas opções e nenhuma maneira de distinguir entre elas - as diferentes variedades de fio dental todos parecem iguais - experimentamos um tremor de ansiedade, um leve pânico sobre a incerteza no supermercado.
Sheena Iyengar, uma psicóloga da Universidade de Columbia, fez um trabalho extremamente interessante sobre este assunto. Considere a sua investigação em planos 401 (k)(planos de previdência), onde observou a participação dos trabalhadores nos planos abrangidos pela Vanguard, uma das maiores empresas de fundo mútuo no país. Iyengar constatou que, o número de planos 401 (k) aumentou, as pessoas se tornaram menos suscetíveis a escolhas. Quando havia apenas quatro diferentes fundos de escolha, quase 75 por cento dos trabalhadores decidiram participar. No entanto, quando as pessoas tinham de optar entre cinquenta e nove diferentes planos 401 (k), apenas 60 por cento das pessoas decidiram poupar. Em outras palavras, o excesso de escolha os repeliu.
Como observa Iyengar, estas pessoas não estavam provavelmente destinadas a investir em um 401 (k). Eles provavelmente pegaram um grosso caderno e planejaram fazer uma investigação relevante. Mas então a vida tem os seus caminhos e, antes do tempo, eles tinham esquecido de aprender sobre a diferença entre um fundo que cresce e um fundo conservador.
Iyengar, em seguida, olhou para a ligeira maioria das pessoas que participaram do plano 401 (k), mesmo quando havia cinquenta e nove diferentes alternativas. Talvez tenham feito melhores decisões? Talvez eles estivessem mais satisfeitos com a sua escolha? Infelizmente, esse não foi o caso. Iyengar constatou que, para cada conjunto de dez opções adicionais de fundo, mais de 2,87 por cento dos participantes evitaram completamente as ações. (Isto não obstante o fato de a maioria dos fundos adicionais incluírem ações de investimentos). Globalmente, os participantes do 401 (k) em larga condição de escolha atribuíram menos 3,28 por cento das suas contribuições para as ações, optando, em vez disso, por investir em títulos e mercado de dinheiro.
Porque é que isto é uma escolha irracional? O 401 (k) é um investimento de longo prazo. Perante tal horizonte de tempo estendido, quase sempre faz sentido incluir algumas reservas ou fundos mútuos, uma vez que esses investimentos historicamente superaram obrigações e mercados monetários por uma larga margem.
A lição aqui é que, em muitas circunstâncias, dando às pessoas mais opções, os retornos rapidamente decrescem. Quando não for possível descobrir a diferença entre nossas opções de 401 (k), estamos demasiadamente preocupados em escolher o errado e acabamos optando por não escolher, de qualquer forma. O que nos traz de volta ao atual programa de empréstimo para os estudantes, que é um exemplo clássico de escolha inútil (para não mencionar um desperdício de fundos públicos). Veja Collins:
"Nós não ouvimos os alunos clamando para a escolherem quem empresta. Se há alguma coisa que os alunos e as famílias precisam é a simplicidade para entender o processo e saber como lidar com isso", disse Edie Irons, diretor de comunicações do Project on Student Debt , uma entidade sem fins lucrativos dedicada a fazer com que a faculdade seja mais acessível.
Uma vez que os empréstimos garantidos pelo governo são regulamentados pelo Congresso, estes têm praticamente idênticas condições. A principal variação vem em atendimento ao cliente: quem tem o melhor site ou pessoal. A maioria dos novos e antigos alunos não parece achar este como sendo um grande negócio. O que eles precisam saber exatamente é quanto vai custar para pagarem o empréstimo após a formatura, informação que eles ouvem menos do que a qualidade da importância do Web-site. Além disso, os empréstimos vêm muitas vezes em partes, alinhavado em conjunto a partir de uma ordem de diferentes programas. Seria difícil para um contador descobrir tudo o que significa, e 19 anos de idade não é o ponto da vida que maximiza a atenção ao pormenor.
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| Comentários... |
| Data:16/06/2009 |
| Nome:o cético |
| Escolhas demais aumentam a complexidade. E o mundo já é complexo o suficiente, já que de muitas escolhas não pudemos mesmo escapar. |
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| Data:16/06/2009 |
| Nome:luiza |
| Decisões geram ansiedade e diminuem o bem-estar. Concordo. |
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| Data:16/06/2009 |
| Nome:carlos b. |
| Escolhas demais dão stress. Eu só ando querendo um canto sossegado, sem ter que responder a cinco perguntas para beber um refrigerante. |
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