Publicamos hoje a última parte das Verdades Politicamente Incorretas. Veja o início em 12/05/2009. (Rabujo)
9. É natural para os políticos arriscar a carreira por um rabo se saia (mas apenas se eles forem do sexo masculino)
Na manhã de 21 de janeiro de 1998, estourou o famoso escândalo do Presidente Bill Clinton tendo um caso com uma estagiária baranga que tinha só 24 anos de idade. A historiadora Darwiniana Laura L. Betzig assinala que, praticamente todos os homens poderosos da história ocidental casados em relacionamentos monogâmicos (só uma esposa até que a morte os separe) sempre tiveram comportamento poligínico (amantes, concubinas, piranhas da rua, escravas, chamem como quiserem). Com suas esposas, eles produziam os herdeiros legítimos; com o resto da mulherada, eles produziam filhos bastardos. A verdade é que os genes não fazem qualquer distinção entre as duas categorias de crianças.
Como resultado, os homens poderosos, em toda a história humana foram bem sucedidos na corrida pelo sucesso reprodutivo, deixando um grande número de descendentes (legítimos ou não, mas para a natureza, todo filho é legítimo), enquanto inúmeros homens pobres morreram sem mulher e sem prole. Moulay Ismail, o último sultão, rei do Marrocos, sobressai quantitativamente, neste quesito, tendo deixado mais de 1042 descendentes. Ok, o cara era um garanhão reprodutor de primeira, mas aos olhos da psicologia evolutiva, ele não foi, de qualquer forma qualitativamente, diferente de outros homens poderosos, como Bill Clinton.
A pergunta que não quer calar é: - “Por que os homens mais poderosos do mundo, na época, comprometeram o seu trabalho por um caso com uma jovem mulher?” - A partir de uma perspectiva Darwiniana, a resposta seria: “Por que não?” Os homens esforçaram-se por atingir o mais alto poder político, consciente ou inconscientemente, a fim de ter acesso à reprodução de um maior número de mulheres. Então perguntar isso é como perguntar por que razão alguém trabalhou muito para ganhar uma grande quantia de dinheiro só pra gastá-lo em seguida.
10. Os homens assediam sexualmente as mulheres, porque elas não são preconceituosas.
Uma consequência infeliz da conquista feminina no mercado de trabalho é que com mais mulheres no mercado, o número de assédio sexual igualmente aumentou. Por que o assédio sexual é uma conseqüência necessária da integração entre os sexos no ambiente de trabalho?
A psicóloga Kingsley R. Browne identifica dois tipos de assédio sexual, o “quid pro quo” (“Você deve dormir comigo se você quiser manter o seu emprego ou ser promovida, valeu tchutchuca?”), bem como o “ambiente hostil” (o trabalho é considerado demasiadamente sexualizado para as trabalhadoras se sentirem seguras e confortáveis).
Enquanto feministas e cientistas sociais tendem a explicar o assédio sexual, em termos de ideologia “patriarcal” e outras, a psicóloga Kingsley R. Browne localiza a causa final de ambos os tipos de assédio sexual nas diferenças estratégicas de acasalamento.
Estudos demonstram inequivocamente que os homens estão muito mais interessados em sexo de curto prazo ocasional do que as mulheres. Um clássico estudo mostra que 75% dos homens abordados por uma estranha atraente concordaram em fazer sexo com ela.
Em contraponto, nenhuma das mulheres abordadas por um estranho atraente aceitaram fazer sexo. Porém, quando o indivíduo era alguém a quem elas conheciam, muitas mulheres concordaram em fazer sexo. Os assédios do tipo “quid pro quo” são manifestações dos homens de maior desejo de curto prazo em sexo ocasional e sua vontade de utilizar qualquer meio disponível para atingir a meta. As feministas afirmam que o assédio sexual “não é sobre sexo, mas sim sobre poder”. Browne conclui - “São tanto homens com poder para obter sexo. Dizer que é apenas uma questão de poder, não faz mais sentido do que dizer que o roubo a banco tem a ver com armas, não com dinheiro.”
Já o tipo de assédio sexual de ambiente hostil - resulta de diferenças sexuais em que homens e mulheres percebem um ambiente “excessivamente sexual” ou “hostil” em termos de comportamento. Muitas mulheres legitimamente queixam-se de que se submeteram a um ambiente abusivo, intimidatório, ou um tratamento degradante pelos seus colegas do sexo masculino. Browne lembra que muito antes das mulheres galgarem seu espaço no mercado de trabalho, os homens já se sujeitavam uns aos outros em ambiente igualmente intimidatorio, com tratamento degradante.
Abuso, intimidação e degradação são parte do repertório de todos os homens quando em situações competitivas. Em outras palavras, os homens não estão tratando as mulheres de maneira diferente dos homens - a definição de discriminação, ao abrigo do qual o assédio sexual legalmente cai - mas o contrário: os homens assediam as mulheres justamente porque eles não estão conseguindo discriminar as profundas diferenças entre homens e mulheres.
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| Comentários... |
| Data:18/05/2009 |
| Nome:Maria Oliveira |
| Há controvérsias sobre a idiotice da espécie, dona Patrícia. |
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| Data:18/05/2009 |
| Nome:Patrícia |
| Pelamordedeus! Não somos tão idiotas!!! |
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| Data:18/05/2009 |
| Nome:o cético |
| A série foi muito boa. Quando tiverem mais coisas nesta linha, podem mandar. |
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| Data:18/05/2009 |
| Nome:carlos b. |
| enfim, reduzimos tudo a mating strategies. pode ser verdade, mas a coisa fica meio sem graça. sem ilusão, diriam os mais velhos. |
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