Acredito que esse estudo só vem comprovar o que a maioria de nós todos pensa, mas, na maior parte das vezes, não reconhecemos: o ser humano quer amor, quer contato romântico com outro ser humano, quer carinho, cuidado. Isso é inerente à raça humana e, para isso, estamos apelando para a tecnologia, no caso, os sites de namoro, de encontros. O acesso às pessoas na “vida real” está muito difícil, estamos arredios, desconfiados. Mas quando um namoro dá certo, quando engata, não é o inferno, mas o paraíso aqui na terra. Como diz nosso conhecidíssimo e polêmico Lulu Santos: “Quando um certo alguém desperta o sentimento...” aí não tem jeito. (Heloisa)
Speed dating, aqui traduzido por "encontro rápido", é a mania surgida nos Estados Unidos de promover encontros entre grande número de pessoas, com os parceiros se alternando sucessivamente. O objetivo é permitir que pessoas que tenham afinidades possam se identificar e o pressuposto é que essas afinidades aparecerão rapidamente. Rapidamente mesmo, em poucos minutos. A prática também já existe no Brasil. (Rabujo)
"Encontros rápidos" (speed dating) oferecem aos cientistas uma espiada na maneira como o romance realmente floresce. Namoro é inferno. É como andar na ponta dos pés sobre um fio de arame esticado sobre o Grand Canyon. Um movimento em falso e você cai em queda livre, loucos saltos acrobáticos em direção a se esborrachar! Não é por acaso que adultos solteiros riem e se lamentam a respeito de histórias de horror sobre namoros. E contos de namoros gloriosos não aliviam isso. O namoro também pode ser uma tarefa monumental. Muitas vezes, alguém que parece bonito e divertido, conversando na fila do cofee shop pode proporcionar um encontro com o inferno.
Atente para o rabino Yaacov Deyo. Ele geralmente é associado com a invenção da "encontro rápido", pois em 1998 ajudou judeus solteiros, em Los Angeles, a reunirem-se. Deyo deu, literalmente, às pessoas à procura de um amor, uma forma para evitar a caça e, talvez, até mesmo, tombos catastróficos.
Na última década, os "encontros rápidos" se espalharam. De forma alguma nas grandes áreas metropolitanas nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Austrália ou no Canadá faltam oportunidades de "encontros rápidos". Empresários agora promovem eventos para "networking rápido", "entrevista rápida" e "fazer amizade rápido". Cerca de uma dúzia de empresas de "encontros rápidos" surgiram como principais agentes nos Estados Unidos. Isso não inclui, porém, operações orientadas especialmente para a organização de reuniões entre os membros de grupos específicos, como cristãos ou gays.
Mesmo os psicólogos entraram na festa, por razões puramente científicas. Sem intenção, Deyo concebeu uma forma de estudo da atração romântica na vida real e a formação da relação. Isso não é pouca coisa - casais que acabaram de se encontrar e começaram a namorar normalmente não têm bom humor suficiente para serem examinados por investigadores intrometidos.
Em um caso típico de "encontro rápido", a pessoa está romanticamente inclinada a pagar uma taxa para ir a uma série de breves “encontros”, com parceiros potenciais. Homens sentam-se em frente às mulheres, e os pares de "encontros rápidos" falam por não mais de oito minutos. Cada homem, então, se move e senta em frente à outra mulher. Este processo continua até que todos os homens e mulheres tenham conversas breves.
Depois, os “namorados velozes” descrevem, em um questionário ou um site, quais as pessoas que eles querem ou não encontrar novamente. Se dois participantes manifestarem interesse entre si, o anfitrião do evento lhes fornece informações para o contato, para que o casal possa conversar mais, ou arranja um encontro tradicional.
Durante os últimos 40 anos um esforço na tentativa de discernir como relacionamentos se firmam têm grande apoio em questionários e tarefas laboratoriais que sondam os méritos e qualidades das pessoas com potencial para compromissos e companheirismo. "Há uma grande diferença entre a avaliação das preferências nos encontros das pessoas, a avaliação sobre o questionário e a avaliação sobre a vida e aspirações dos potenciais parceiros", disse Eli Finkel, psicólogo da Northwestern University, em Evanston, Illinois. Uma nova pesquisa sobre "encontros rápidos" indica que mulheres e homens, em relacionamentos nascentes, desejam ansiosamente por uma ligação, um vínculo emocional com o outro, mesmo que leve anos para que essa ligação se formalize. Essa reação desestruturada pode atrair casais juntamente com a mesma atração mútua como o desejo sexual.
Investigações sobre estes "encontros rápidos" também iluminam um grande abismo entre o que as pessoas dizem que estão procurando em um parceiro romântico e as características das pessoas com quem realmente querem sair. Algumas provas levantam dúvidas sobre se os homens dão mais valor à atração física em relação às mulheres e se as mulheres apreciam as perspectivas financeiras nos homens no nível que gostariam de responder no questionário. Outras dicas de descobertas, para uma boa fundamentação evolutiva, evidenciam que as mulheres que fazem parte desse cenário de encontros rápidos tornam-se mais exigentes quando encontram maior número de encontros potenciais. A evolução também pode ser um fator contribuinte para a tendência das mulheres em mascarar suas intenções românticas mais que os homens. Curiosamente, porém, durante os "encontros rápidos", o gosto para o namoro nas mulheres é muito menos discriminatório, caso elas mesmas passem de um homem para o outro, em vez de esperar que os homens aproximem-se delas.
Nenhum outro método de pesquisa disponível poderia produzir tais resultados, observa a psicóloga Lisa Diamond, da Universidade de Utah em Salt Lake City. "Entristece-me imaginar que os namoros rápidos foram inventados por um rabino, porque parece que ele foi projetado por um psicólogo", diz Diamond. Amor preocupado.
A falecida psicóloga Tennov Dorothy já estudava o amor há mais de 30 anos, muito antes do advento do "encontro rápido". Depois de entrevistar milhares de pessoas, ela concluiu que a paixão romântica alimenta um misto de esperança e incerteza. O amor cresce fora das crenças de que a outra pessoa corresponde a um sentimento, mas, ao mesmo tempo, ele ou ela pode não estar tão interessado como pode parecer, propôs Tennov. Um estudo sobre o "encontro rápido" realizado por Finkel e o psicólogo Paul Eastwick da Northwestern University, apoia o ponto de vista de Tennov. Esse estudo se preocupa com o desejo dos parceiros e os românticos sentimentos subjacentes que entusiasmam muitas pessoas - e essa é a preocupação que motiva o exercício da relação, dizem Eastwick e Finkel . A ansiedade que gera o interesse em um amor, combinada com a esperança de que os sentimentos serão devolvidos, desencadeia o mesmo sistema de fixação que forja o vínculo afetivo entre a criança e seus pais, Eastwick e Finkel concluiram em setembro no Journal of Personality and Social Psychology.
"Vemos uma fase embrionária do processo de ligação, tão logo uma pessoa desenvolva uma atração romântica em relação a alguém", diz Finkel. Cientistas geralmente assumem que o desejo sexual mútuo largamente motiva as pessoas a unir-se em primeiro lugar, com laços consolidados apenas após a ligação, pelo menos, depois de dois anos juntos.
Eastwick e Finkel realizaram sete eventos de namoros rápidos com estudantes universitários, 81 mulheres e 82 homens. Após um evento, os alunos utilizaram um site criado para os pesquisadores ativarem tanto a visibilidade quanto a comunicação com os competidores. Por um mês, após uma sessão de "encontro rápido", os alunos visitaram o site a cada três dias e concluíam o relacionamento - relatados nos questionários. Em particular, os cientistas localizaram o que eles chamam de parceiros específicos em relações de ansiedade. Voluntários marcaram altos pontos sobre esta medida, afirmando declarações como "eu preciso da segurança que [nome do parceiro] me dá" e "Eu me preocupo que [nome do parceiro] não se preocupe tanto comigo como eu com ele / ela."
Essa incerteza mantém as pessoas interessadas. Os participantes ficaram muito mais inclinados a namorar alguém e ficar romanticamente centrados naquela pessoa que eles pensavam gostar deles, mas apenas se, ao mesmo tempo, aqueles participantes experimentassem um permanente e profundo sentimento de ansiedade sobre a ligação. Estas respostas conflitantes são precariamente equilibradas em relacionamentos ainda florescendo, diz Eastwick. Um casal parou, após um namoro de duas semanas, porque um deles se sentiu insuficientemente desejado pelo outro. Outra ruptura ocorreu depois que uma ligação de ansiedade de uma pessoa em relação à outra tinha diminuído drasticamente durante mais de uma semana. Nesse caso, um deles pode ter perdido o interesse no outro cujas intenções românticas já não instauravam dúvida, sugere Eastwick.
Para um casal que namorou casualmente durante todo o período de acompanhamento, cada sentimento pessoal de desejo e ligação de ansiedade sentimental declinou e esvaiu-se, mas ambas as reações estavam sempre presentes.
Namorados inexperientes que vivenciaram ansiedade na relação, relataram que sentiram muito mais interesse em formar uma relação séria do que ter um relacionamento frívolo. Pessoas com antecedentes problemáticos, que geralmente se sentiam ansiosos a respeito de sua posição em qualquer relação íntima, habitualmente não fizeram contato com seus pares de namoro rápido. Mas para a grande maioria dos namorados, os parceiros específicos de ligação com ansiedade, acompanham a atração romântica e imbuem o amor não correspondido com a sua assinatura de juízo de miserável desespero, sugerem os pesquisadores.
Alguns pesquisadores acreditam que suscitaram preocupações em relacionamentos, que ainda florescem, que não deveriam ser chamados de ligação ansiosa, um dado real, ainda há uma forma para ligações tradicionais contratuais. Eastwick faz uma objeção: "Isso é quase como se um componente central do amor apaixonado fosse como uma fantasia de que possuirá um vínculo de compromisso sentimental com um parceiro desejado", diz ele.
Amanhã, a segunda parte
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| Comentários... |
| Data:18/02/2009 |
| Nome:Walkíria. |
| Já está sobrando para o Rabujo, mas que ele deve ser uma pessoa diferente deve. Vamos organizar um negócio desses por aqui. |
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| Data:18/02/2009 |
| Nome:castro |
| Grande idéia, cético. Com o Rabujo, que parece ser uma figuraça, de mestre-de-cerimônias!!!!!! |
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| Data:18/02/2009 |
| Nome:o cético |
| Que excelente oportunidade para testar algumas hipóteses! Também quero participar. Quem sabe a Traça não organiza? rsrsrsr |
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| Data:18/02/2009 |
| Nome:Rabujo Avisa |
| Sei apenas que algumas agências organizam estes encontros. Um evento foi realizado no Leblon (Rio) há algum tempo atrás. |
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| Data:18/02/2009 |
| Nome:Maria |
| Mas vcs encontram cada coisa. Esse blog é de outro mundo, literalmente!!! |
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| Data:18/02/2009 |
| Nome:Serena |
| Conta ai Rabujo onde podemos encontrar isso. Gostei. |
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| Data:18/02/2009 |
| Nome: Mariana |
| Interessante isso. Acho que toda forma de tentar encontrar um par é válida. |
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| Data:18/02/2009 |
| Nome: Célia |
| Coisa de americano mesmo. Eles são diferentes. Tenho uma amiga que namora um, que bicho estranho. |
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| Data:18/02/2009 |
| Nome: Helena |
| Poxa, namoro não é inferno,namoro é algo muito bom, casamento sim é inferno. |
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| Data:18/02/2009 |
| Nome:Wal |
| Contem aí, vocês que arranjaram este texto, onde existe isso aqui no Brasil? Pois eu acho que se a pessoa, seja homem ou mulher, se inscreve em algo assim, é poruqe quer algo sério. |
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| Data:18/02/2009 |
| Nome:Rafaella |
| Em um desses encontros, quem sabe, podemos encontrar a nossa metade da laranja..temos que tentar, né? |
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| Data:18/02/2009 |
| Nome:Lúcia |
| Estes americanos são esquisitos: "Namorar é inferno". Só se for pra eles!hehehehe |
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| Data:17/02/2009 |
| Nome:cissa |
| Onde acontecem estas coisas no Brasil? Eu preciso saber!!!! |
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| Data:17/02/2009 |
| Nome:Cacaio |
| A primeira impressão é a que fica! |
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