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Jogo, Prazer e Desprazer
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| Fonte: Mind Hacks |
| Autor: Vaughan Bell |
| Link: http://www.mindhacks.com/ |
| Tradução: Heloisa Cavalcanti de Souza |
| Data: 19/05/2009 |
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Li recentemente um elegante estudo sobre a neurociência do jogo (de azar) que ilustra maravilhosamente porque o mito que iguala dopamina a prazer, tão comum na midia, está desgastado demais para ser útil.
Eu vi incontáveis novos estudos que assumem que uma ou outra atividade faz com que dopamina seja liberada, essa dopamina que é a “química do prazer” e é igualmente liberada por drogas , sexo , jogos de azar e chocolate (um quarteto que eu chamo de “os quatro dopaleiros do neurocalipse).
Normalmente, esta tentativa de fazer algo parecer "sexy" é seguida por um trecho ligeiramente sinistro, onde é dito que esta atividade da dopamina é viciante.
A Dopamina está envolvida na toxicodependência, mas exagerar no clichê é baboseira, especialmente porque os neurônios dopaminérgicos começam a descarga no núcleo acumbente ( que é considerado uma interfase neural entre a motivação e a ação), quando alguma recompensa é esperada. Quer seja heroína, um copo com água, quando você está com sede, ou seu livro favorito sobre cálculo – se é isso que faz você “viajar”.
E aqui reside a sutileza. Nossas melhores evidências nos dizem que, embora o sistema dopaminérgico tenha muitas funções, ele não é realmente um sistema de recompensas - é mais provável que seja um sistema de expectativa de recompensa de algum tipo. As teorias sobre a forma exata como isso acontece diferem nos detalhes, mas certamente parecem estar ativas quando nós estamos esperando uma recompensa, ela realmente acontecendo ou não.
O estudo sobre o jogo, liderado pelo neurocientista Luke Clark, demonstra que isso é verdade, mesmo quando a experiência real é desagradável.
A equipe de pesquisa analisou as diferenças de atividade no sistema mesolímbico rico em dopamina em uma tarefa que envolvia um jogo – comparando vitórias, perdas e quase perdas. As quase-perdas foram erros na máquina caça-níqueis, que não reconhecia quando a aposta era ganhadora.
Acontece que a quase perda ativa quase que exatamente os mesmos circuitos dopaminérgicos como se esta fosse um ganho real - e aqui está a revelação de impacto – mas foi experimentada subjetivamente como o mais desagradável resultado, ainda pior do que a perda total.
Em outras palavras, o sistema de dopamina disparou como um foguete, mas a experiência foi horrível.
Curiosamente, apesar de as quase-perdas serem percebidas como aversivas, elas aumentaram o desejo da pessoa em jogar, mas apenas quando esta tivesse alguma percepção de controle, escolhendo aquilo que a "sorte" estaria mostrando.
É claro, assim como escolher ”cara ou coroa" é apenas uma ilusão de controle, porque o resultado é aleatório de qualquer forma.
Mas por causa da expectativa da recompensa, o sistema de dopamina é mais ativo quando nós achamos que podemos controlar o resultado e modificar nossa estratégia da próxima vez, mesmo que esse sentido de controle seja completamente falso.
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| Comentários... |
| Data:20/05/2009 |
| Nome:Andressa |
| De fato, a excitação do "quase" é melhor do que o fato. |
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| Data:20/05/2009 |
| Nome:carlos b. |
| Bem. Dopamina = esperança de prazer. Faltou explicar o que acontece com frustração desta esperança, quimicamente falando. |
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| Data:20/05/2009 |
| Nome:o cético |
| Essa história da dopamina estava mesmo parecendo simples demais... |
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