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Intervenção Cerebral
Fonte: Mind Hacks
Autor: Vaughan Bell
Link: http://www.mindhacks.com/
Tradução: Rabujo
Data: 20/03/2009
 
Este texto foge um tanto do que temos publicado habitualmente. Fala de um novo tipo de cirurgia cerebral, sem corte, ainda  experimental, capaz de alterar funcionalidades do cérebro. As primeiras experiências mostram a possibilidade de eliminar dores crônicas. A tentação de expandir seu uso para afetar outras funcionalidades, talvez o próprio comportamento, parece inevitável. Lobotomia moderna?  Vai acontecer? (Rabujo)

Uma equipe cirúrgica italiana recentemente reportou ter alterado uma função cerebral através de neurocirurgia conduzida externamente ao cérebro, usando feixes de radiação.

A técnica é conhecida como rádio-cirurgia e, em si, não é novidade. A equipe usou o sistema Faca-Cibernética (CyberKnife), especialmente desenhado para este tipo de operação.

A técnica é habitualmente usada para tratar tumores cerebrais, e o que é novo é que a equipe adaptou este método para desligar permanentemente  áreas selecionadas para alterar o funcionamento do cérebro.

Eles inspiraram-se na estimulação cerebral profunda e na cirurgia funcional do cérebro, que buscam obter resultados similares e são mais comumente usadas para tratar temores e problemas de movimento do mal de Parkinson pela alteração dos circuitos cerebrais responsáveis pelo movimento. O novo procedimento faz a mesma coisa, mas através da rádio-cirurgia.

O comunicado está no jornal Medical Physics, onde eles descrevem o tratamento de dois pacientes com desordens até então intratáveis.  Um deles com dor crônica, advinda de dano no nervo e o outro com distonia, uma desordem neurológica que força alguns músculos a se contraírem dolorosamente.

Um dos desafios desta operação é atingir o ponto certo. Para atingir esta exatidão, a equipe construiu um modelo computacional em 3D das áreas-chave, a partir de scans do cérebro, e o utilizou para eletronicamente direcionar o equipamento de rádio-cirurgia.  O paciente com distonia sofreu uma palidotomia, em que parte dos gânglios basais foram destruídos, enquanto que o paciente com dor crônica foi submetido a uma talamotomia, eliminado uma seção do tálamo medial.

Os dois pacientes se recuperaram bem, melhoraram significativamente e não mostraram maiores efeitos colaterais após 15 meses.
 
Comentários...
Data:20/03/2009
Nome:Rabujo informa
Continuamos sem poder postar comentários. Espero ter tudo resolvido até segunda-feira.
 
 
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