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Laing? Anti-psiquiatra mesmo!
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| Fonte: Mind Hacks |
| Autor: Vaughan Bell |
| Link: http://www.mindhacks.com/blog/2009/04/the_chaos_of_rd_la.html |
| Tradução: Heloisa Cavalcanti de Souza |
| Data: 23/04/2009 |
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Laing influenciou largamente minha geração, colaborando para uma visão mais relativista do mundo. Nada sabíamos então de sua vida pessoal. E se soubéssemos? A obra deve ser mesmo vista separada do autor, mesmo no caso de um psiquiatra? (Rabujo)
O psiquiatra RD Laing, papa da contra-cultura, é o santo padroeiro do vilão adorável, embora, de acordo com um artigo no The Sunday Times, ele tenha sido um homem difícil de amar.
“Ser filho de R.D. Laing não era nada surpreendente muito menos esclarecedor”, escreveu seu filho em uma biografia de seu pai, “durante a maior parte do tempo era uma merda”.
Inspirado por filósofos existenciais, Laing produziu uma série de livros humanitários e revolucionários durante os anos sessenta que alegava que nós subestimamos tanto a experiência da doença mental como aqueles que são doentes mentais.
A loucura, ele alegou, é uma experiência transformadora, rica em significado pessoal, que funciona como um rito de passagem existencial. Delírios e alucinações são a expressão do que é proibido, ilustrando a dupla reserva emocional de manter a família com um não-ignorado rompimento na estrutura entre o consciente e inconsciente.
Quando você fala com psiquiatras da geração de Laing ,eles raramente são complementares. O fato de que ele alimentou o movimento “antipsiquiatria” (inconscientemente, segundo ele) é secundário comparado ao fato de que eles, principalmente, se lembram do seu declínio de um brilhante pensador a um bêbado pegajoso.
Enquanto a sua persona pública era apenas lamentável, sua vida familiar era frequentemente despedaçada pela sua instabilidade emocional. Pai de 10 crianças com quatro mulheres diferentes, o artigo da Times relata como seus filhos lembram de sua negligência emocional, por vezes, pontuada com violência.
Mas Laing ainda continua fascinante. De uma certa forma nós nos alegramos ironicamente pela forma como ele destacava a ingenuidade de suas próprias teorias - a sua depressão e alcoolismo foram praticamente um rito de passagem, e ele consubstanciou o tumulto familiar ambivalente, do qual ele foi contra em seus escritos.
Mas, de uma certa forma, foi porque ele refletiu sobre os momentos em que nossas insuficiências tiram o melhor de como queremos que o mundo seja. Emprestando a partir de Jung, ele é o arquétipo do curador ferido, um moderno Fisher King, cujas feridas destruíram seu reino.
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| Comentários... |
| Data:23/04/2009 |
| Nome:atom |
| Argh!!!!!Relativismo me dá nos nervos. Um bêbado espancador é só isto: um bêbado espancador. |
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| Data:23/04/2009 |
| Nome:o cético |
| Era só um produto da época...muito superestimado, aliás.. |
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