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Falha na Matrix
Fonte: Mind Hacks
Autor: Vaughan Bell
Link: http://www.mindhacks.com/
Tradução: Heloisa Cavalcanti de Souza
Data: 31/03/2009
 
A New Scientist tem um excelente artigo de neurociência sobre déjà vu, que aborda como o nosso cérebro pode gerar a sensação anormal de que estamos revivendo um evento, quando este aconteceu pela primeira vez.

O artigo relata ambos os experimentos que tentam desencadear e medir o deja vu em participantes saudáveis, bem como nas pessoas que têm, deja vu crônico, causado pela epilepsia.

No entanto há algo um tanto inadequado neste artigo.

Uma possibilidade é a de que o déjà vu seja baseado em um fragmento de memória que venha de algo mais sutil, como a semelhança entre a configuração ou o layout de duas cenas. Digamos que você esteja na sala da casa nova de um amigo com o estranho sentimento de que já esteve lá antes, mas sabendo que isso seria impossível. Pode ser somente que a disposição do mobiliário seja semelhante à que você viu antes, sugere Cleary , por isso o sentimento de familiaridade fica como se estivesse deslocado ...

Embora a idéia de familiaridade seja muito apelativa, Moulin, por sua vez, não está convencido. Seu ceticismo decorre de um estudo, sobre uma pessoa com epilepsia, que ele conduzia com Akira O'Connor, agora em Washington University em St. Louis, Missouri. As atmosferas de déjà vu persistentes deste homem de 39 anos, foram o suficiente para conduzir as experiências durante estas. Os pesquisadores fundamentaram se a familiaridade está na raiz do déjà vu. Eles deveriam ser capazes de interromper o caminho da experiência distraindo a atenção do homem, longe de qualquer cenário que ele estivesse. No entanto, quando este olhou para além ou concentrou-se em algo diferente, o déjà vu não se dissipou, e seguiu a sua linha de visão e sua audição, sugerindo que a verdadeira familiaridade não é a chave. O fato de que uma atmosfera epiléptica possa causar os déjà vu, de modo algum sugere que esteja errada a atividade em uma determinada parte do cérebro que leva a um sentimento de familiaridade descabida, sugere Moulin.

Esta dicotomia é interessante porque implica que “a atividade cerebral” e a “errônea familiaridade” estão, de alguma maneira, separadas, quando sabemos que cada uma delas pode ser apenas a descrição da mesma coisa em diferentes níveis de interpretação.

No entanto, também implica que os déjà vu só podem ser causados em uma determinada forma, por vários diferentes processos.

Por exemplo, pense em tentar compreender por que razão alguém se irrita. Poderíamos estudar uma pessoa que fica irritada quando a sua equipe de futebol perde, outra quando é injustamente acusada e outra quando tem uma apreensão em seu sistema límbico.

Você pode usar cada uma dessas explicações para dizer que a outra explicação é errada, se você acreditar que a irritação só poderia ser causada de uma maneira.

No entanto, se aceitarmos que é uma experiência descrita no nível da psicologia ou do comportamento, poderia haver muitas maneiras de explicar isso, e muitos caminhos que conduziriam à mesma experiência, uma causa não anula a outra.

Como o déjà vu e, provavelmente, muitas outras experiências, existem várias causas e maneiras para explicar as causas para os mesmos fenômenos.
 
Comentários...
Data:02/04/2009
Nome:Fernanda
Tenho uma filha que muitas vezes, em meioa uma conversa, um acontecimento qualquer, para e diz:"mãe, que nervoso, parece que isso já aconteceu" e ela até diz o que vai acontecer segundos depois, e acontece. Acho muito estranho, mas nunca procurei um especialista.
Data:02/04/2009
Nome:Márcia
Quando tenho deja vus, a sesação consequente é a teror, como se algo muito ruim fosse acontecer. Tem gente que diz que é coisa de outrasvidas, mas como não acredito nisso. Fico aterrorizada quando tenho esses episódios.
Data:01/04/2009
Nome:o cético
Não entendi bem o ponto do texto, o que não muda o fato de que estes eventos são muito perturbadores. A atmosfera de familiaridade que se cria afeta o desempenho que temos em tais situações.
Data:01/04/2009
Nome:carlos b.
Será que estudos com epilépticos são diretamente aplicáveis a quem não tem o mesmo problema?
Data:01/04/2009
Nome:natalia
Tenho deja vus frequentemente e sido que são disparados por um mecanismo de similaridade, mais do que de familiaridade.
 
 
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