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| Série Publicidade Online |
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| Publicidade Online 2009 - Vai Derreter? |
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| Autor:
Rabujo |
| Data:
05/01/2009 |
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Ars Technica publica hoje um artigo perturbador de Jon Stoke, delineando a possibilidade de grandes quedas no valor da publicidade na Internet neste 2009. Para a Traça, que é anunciante e está se preparando para também vender anúncios, agora que chegamos a 1 milhão de visitantes únicos mensais, o assunto é mais do que relevante.
Stoke começa citando outros participantes deste mercado, como Nick Denton, Mary Meeker, MasterCard e o banco Morgan Stanley para concluir que, em função da desaceleração da economia, as receitas de publicidade na Internet poderão cair até 40%. As estimativas são para os Estados Unidos, mas não há razões para supor que seria muito diferente no Brasil. A preocupação foi corroborada pelo próprio campeão do setor, o Google, que anunciou severos cortes de gastos e mudanças de filosofia para enfrentar o período de vacas magras.
Até aí, apesar de desagradável, nada de inesperado. Crise econômica sempre vem acompanhada de cortes na publicidade, como as agências sabem desde sempre. O problema mesmo começa na segunda parte do artigo. Aí vai uma rápida tradução de alguns trechos:
E se o resultado final de toda esta dor e sofrimento não for um retorno à “normalidade” da década passada mas uma reavaliação e reprecificação das unidades básicas de visualização da publicidade online?
...........................
Resumindo, tanto um programa de TV como uma revista representam uma unidade finita de atenção mais ou menos exclusiva. Cada um destes objetos de mídia é cuidadosamente desenhado para captar sua atenção e permanecer com ela por um período – cujos limites são o início e o final do programa, na TV, e as duas capas, na revista. O que os anunciantes recebem quando compram um anúncio numa revista ou na TV é uma fatia da atenção de um subconjunto da audiência daquela mídia. E os anúncios criados para aquelas fatias são objetos merecedores de atenção por si próprios...
Uma página de Internet, em contraste, é tipicamente decorada com objetos visuais caindo uns sobre os outros, competindo para levar você a outro lugar imediatamente, assim que você terminar de fazer o que quer que tenha vindo fazer na página atual. Assim, a página por si mesma é apenas uma fatia muito pequena de uma mídia ilimitada na qual um número quase infinito de objetos correm para disputar uma minúscula parcela de sua atenção.
Os anunciantes já parecem ter um senso de que o fragmento de atenção que estão recebendo é extremamente minúsculo e eles sabem que ele está se tornando cada vez menor à medida que os usuários se tornam mais proficientes ao navegar a cacofonia de links, centrando sua atenção precisamente naquilo que vieram buscar na página – o conteúdo.
Sendo este o caso, é inteiramente possível que anunciantes com o caixa baixo tenham exatamente o mesmo “momento iluminado” que consumidores viciados em compras estariam tendo agora, ao verem estoques inteiros com descontos de até mais de 50% nas vendas natalinas - isto é, estão dizendo para si mesmos: “sempre soubemos que todas estas coisas eram feitas na China por uma pequena fração do preço por que são vendidos aqui; éramos malucos de pagarmos tanto em margem de lucro por isto.”
Notem que não se deve interpretar o que vai acima como algum tipo de predição minha...mas está no espectro dos resultados possíveis, e eu não estou sozinho em encarar esta possibilidade ao menos hipoteticamente.
Concluindo, o experimento de publicidade online em que tantos de nós se envolveram tem apenas uns dez anos. Aqueles que dizem que está “maduro” não apenas estão enganados mas dramaticamente subestimam o verdadeiro corte que a web representa da midia offline que a precedeu. Nós tivemos algumas centenas de anos para aprender a monetizar a imprensa, mais de 75 anos para aprender a monetizar a TV e, mais importante, milênios para construir modelos de negócios baseados na escassez. Em contraste, nosso esforço coletivo para monetizar a midia digital pós-escassez está só começando.
Pois é, se o estoque é infinito, o valor não pode ser grande coisa....
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| Comentários... |
| Data:
05/01/2009 |
| Nome:
ferrado |
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Já derreteu. É só olhar os lance no Google AdWords. Infelizmente, no meu caso, que sou editor de alguns sites. |
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| Data:
06/01/2009 |
| Nome:
carlos o. |
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não vai derreter nada. Isto é só pessimismo destes americanos fracasados. ôôôôô....... |
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| Data:
06/01/2009 |
| Nome:
Publicitário |
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Todo o bolo do mercado publicitário vai derreter, inclusive a fatia da Internet. Estamos sentindo aqui na agência que os clientes estão enxergando a midia Internet como uma midia de "guerrilha", para ser operada em nichos específicos, não em massa. Mas que vai levar um tranco isso vai. |
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| Data:
06/01/2009 |
| Nome:
Calma Beth |
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Pessoal, vamos com calma !!! Ainda é cedo, não dá prá ver nada não. |
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