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| Série Livros |
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| Luiz Edmundo |
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| Autor:
Rabujo |
| Data:
08/06/2009 |
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Pois sábado à noite fomos “prá fora”, como diz o gaúcho. Verde, mãe, sogra, cachorro babão, fogão a lenha, lareira, estas coisas. O cachorrão, aliás, aprendeu a fazer novas gracinhas – agora dá a patinha a quem chega. Apesar de ser um rottweiler enorme e com cara de malvado, ele é bom de gracinhas, quem diria. O problema é o linguão!
Depois de almoço domingueiro daqueles bem gringos – capeletti, polenta, galinha, costelinha de porco, molho, tudo em excesso, me enfiei na biblioteca, disposto a achar algo “leve” para ler. Pois é, dirão vocês, depois de trabalhar a semana inteira dentro de uma livraria, estes malucos vão para o sítio e se metem numa biblioteca! Pois é, respondemos nós, vamos mesmo, bem felizes! E dizer que meus domingos já foram dedicados a esportes radicais, esbórnia e vela. Só sinto saudades do spray da bochecha de boreste batendo nos carneirinhos...mas isto é outra conversa...
Acabei com o Luiz Edmundo nas mãos, primeira edição, noblesse oblige. A Corte de dom João VI no Rio de Janeiro. Carmen pegou o Nós, do Zamyatin, minha distopia preferida, muito adequado aos tempos atuais e leitura que há muito tempo estava na pauta dela.
Primeira digressão: Luiz Edmundo foi um cronista do passado carioca. Adorava a cidade, pesquisou e escreveu deliciosamente sobre ela. Anda um tanto esquecido, apesar de uma reedição recente pela editora do Senado.
Segunda digressão: Detesto romances históricos, reconstituições históricas e, principalmente, “invencionices históricas”. Diálogos inventados, encontros que não aconteceram, cartas forjadas e relacionamentos fictícios entre personagens reais formam uma biblioteca de horrores. Coisas como “Quando Nietszche Chorou” me deixam enojado. É fabulosa a pretensão, ou picaretagem, de autores que pretendem encarnar personagens históricos e por eles falar.
Luiz Edmundo inventa diálogos. De dom João a dona Maria, dos padres aos nobres, dos soldados aos taberneiros, das rameiras aos escravos, ele vai enchendo a boca dos personagens de ditas e contraditas, de confissões e de xingamentos. Mesmo assim, gostei! O texto realmente não tem a qualidade de um Machado, dá a impressão de não ter sido revisado com o cuidado necessário, algumas expressões aparecem repetidas vezes – as “mãos descarnadas” de dona Maria I, por exemplo. O texto é agradável, fluente e não é cansativo como o de um Joaquim Manuel de Macedo, que também escreveu sobre o Rio de Janeiro do passado. Ele consegue recriar o ambiente, o clima e as pessoas com facilidade, sem descrições detalhadas, sem minúcias cansativas. Foram umas trezentas páginas em poucas horas. Leve. Bom para uma tarde preguiçosa de domingo. Recomendo.
Boa semana para todos! |
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| Comentários... |
| Data:
08/06/2009 |
| Nome:
Sheila |
Morri de inveja rsrsrs
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| Data:
08/06/2009 |
| Nome:
francisco |
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Cena típica de uma certa burguesia letrada. Mesmo assim, o Luiz Edmundo não deixa de ter seu encanto, especialmente as cenas cariocas. E cuidado com o colesterol!! |
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| Data:
08/06/2009 |
| Nome:
Vogue |
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Você deveria largar este negócio de livros, que não dá camisa, e escrever crônicas. Com um pouco de prática, seriam até toleráveis. |
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| Data:
08/06/2009 |
| Nome:
Rabujo responde! |
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Colesterol? Muito Resveratrol para combatê-lo. Letramento? Razoável, estamos nos esforçando. Burguesia? Já passei desta fase. Escrever crônicas? Fico com Rubem Braga... |
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| Data:
10/06/2009 |
| Nome:
Frank |
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Não exagerem no marketing, este Luiz Edmundo é chato de doer!!!!!! |
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| Data:
17/06/2009 |
| Nome:
sardenta |
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adoro estes textos antigos sobre o rio, com aquele sabor perdido há muito tempo. talvez se as pessoas lessem as memórias sobre o rio antigo tivessem ua postura diferente em relação a nossa cidade. mas com a guerra civil que vamos vivendo não se vê mais nada, só a violencia mesmo. é triste. |
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