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| Histórias dos Sebos? |
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| Autor:
Carmen |
| Data:
14/06/2006 |
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Dia agitado hoje – a Tracinha está mesmo ficando famosa. Primeiro gravamos uma reportagem para televisão sobre a Traça. Quando estávamos terminando, uma repórter de outra emissora me telefona, fazendo mais algumas perguntas. Ela procurava informações sobre a história dos sebos e sobre a formação de preços dos livros usados. Sobre formação de preços é fácil, mas e sobre a história dos sebos?
Respondi o que sabia, mas fiquei pensando no assunto. Fui pesquisar na Internet e encontrei pouquíssimo material, mesmo em outras línguas. Se alguém tiver uma boa indicação, por favor, me mande!
Essencialmente, o que respondi está aí abaixo:
A história dos sebos é daquelas histórias não escritas. Até hoje não encontrei uma “História Geral dos Sebos”. Sabe-se que, já no início do século XVII, livros usados eram negociados na Pont Neuf em Paris. Na mesma época este comércio também já existia em outras cidades européias, especialmente na Itália.
No Brasil, o comércio de livros usados precedeu mesmo o início da Imprensa. Devido à dificuldade de importação havia intermediários de livros já no século XVII. O comércio desenvolveu-se mesmo após a chegada Família Real (1808). Você pode obter um relato sobre o assunto no livro de Maria Cristina Salgado – Cartografia Sentimental de Livros e Sebos
(veja em http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp)
Veja mais sobre sebos em:
http://www.traca.com.br/?tema=padrao&pag=sobresebos&mod=inicial&
http://www.traca.com.br/traca.cgi?tema=padrao&pag=guiasebos&mod=inicial
http://www.traca.com.br/seboslivrosusados.cgi?pag=blog20060104
http://www.traca.com.br/seboslivrosusados.cgi?pag=blog20060120
Sobre o preço dos livros usados, podemos separá-los em categorias:
1.Livros comuns, ainda em catálogo: em torno de 50% do preço do livros novo, dependendo do estado de conservação.
2.Livros comuns, fora de catálogo, com demanda: até 100% do preço de um livro novo equivalente.
3.Livros comuns, fora de catálogo, sem demanda: no máximo 50% de um livro novo equivalente.
4.Livros raros: depende unicamente da oferta e procura.
A Internet facilita enormemente a busca e comparação de preços, dando transparência a um mercado até então obscuro, onde muitas vêzes o preço era “feito na hora”, conforme a aparência e urgência do cliente.
Você pode obter informações sobre o assunto em abundância na Academia Brasileira de Letras, especialmente com Carlos Secchin, colecionador e especialista em sebos:
(http://www.academia.org.br/imortais/cads/19/secchin4.htm) |
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