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| Ecologia |
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| Autor:
Fernando Nogueira |
| Data:
20/02/2008 |
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Ecologia e Sociedade
“A economia não paira no ar; ela está inscrita na materialidade.”
Carlos Walter Porto - Gonçalves
Não sei bem, o que você, leitor, pensa a respeito da questão ecológica. Tenho percebido que o público está mais alarmado. Não poderia ser diferente quando somos informados de que bebíamos leite com soda cáustica todas as manhãs. Tais notícias interessam a saúde e acaba por gerar novos cidadãos interessados em informação. Pois bem, já é um começo!
A verdade, meu caro, é que um indivíduo informado e ético para com o meio - ambiente não significa que ele haja passado por um ritual forçado ao vegetarianismo, nem a imediata adesão a filosofias orientais. O que importa é assumirmos a nossa “pegada ecológica” no planeta e, assim, refletirmos quais as atitudes individuais que poderão fazer a diferença.
Faça o teste indicado no endereço abaixo e calcule quantos hectares, em média, o que o seu consumo representa em terras produtivas. Finalmente, veja a comparação aproximada do Brasil com outros país do mundo:
De fato, na política o movimento ambiental abrange todo o universo em que se divide o pensamento e as ações políticas. Encontramos agentes representando desde as correntes mais sectárias, até as mais abertas e disponíveis para o diálogo (essa ala forma a maioria, e defende basicamente o “Desenvolvimento Sustentável”). Claro que nesse contexto surgem, a todo o momento, os eco-aproveitadores e os eco-carreiristas de plantão. A ecologia torna-se um sucesso, um vendedor de si mesmo.
Existem vários modos de justificar esta mudança radical de posição (em particular do homem ocidental) diante da natureza, por efeito da qual passamos da consideração da natureza como objeto de mero domínio à idéia da natureza como sujeito de utilização não mais arbitrariamente ilimitada. Mas o ponto de vista mais pragmático e urgente na atualidade é aquele que leva em conta o possível esgotamento dos recursos escassos e, assim, o fim da civilização humana.
Vemos também, na teoria sociológica atual, o desmoronamento da idéia de progresso. Uma série de efeitos colaterais despercebidos da produção industrial não pode mais ser apontado como um “problema ambiental”, mas sim como uma crise institucional profunda da própria sociedade industrial. Com isso, vivemos numa sociedade de risco. As ciências atuam de forma decisiva em nosso cotidiano, alterando nossas idéias e questionando as antigas tradições.
Entidades como a ONU, o Banco Mundial e o IBGE estão adotando dentro dos indicadores de desenvolvimento econômico e social, os indicadores ambientais, que servem para avaliar políticas econômicas dos governos e de empresas. A idéia de crescimento econômico “a qualquer custo” tem recebido fortes críticas, as quais baseiam-se na premissa de que, crescimento e desenvolvimento, são coisas distintas.
Nas Ciências Sociais da UFRGS, a questão ambiental ainda carece de estudos e debates que sirvam para o esclarecimento dos estudantes. A proposta dos estudos ambientais é integrar os conhecimentos nas diversas áreas e não ficar estritamente na Biologia. O Brasil, infelizmente, é analfabeto em relação a isso. Já o país onde as leis de proteção são mais severas é a Nova Zelândia. |
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