|
|
|
|
| Série Economia e Política |
|
| Desastre Setorial |
|
| Autor:
Rabujo |
| Data:
21/01/2009 |
|
| |
Dias atrás produzi uma pequena análise da conjuntura macroeconômica do Brasil, bem pessimista. E olhem que foi antes dos números do desemprego saírem! Um colega livreiro, que infelizmente não se identificou, me sugeriu escrever um texto sobre o impacto desta situação macro no setor livreiro. Vamos a ela, curta e grossa.
Para começar, quero caracterizar o setor como um setor que vende supérfluos. Sei que muitos rangerão os dentes e dirão que cultura é essencial, produto de primeira necessidade e toda aquela lengalenga nossa conhecida. Não é verdade. Não vou nem argumentar, basta olhar os números. Se tirarmos os livros comprados pelas diferentes instâncias de Governo, a elasticidade-renda do produto livro é muito maior do que a do comércio como um todo. O que quer dizer que o livro é um dos primeiros produtos a serem cortados quando a situação aperta. Este é o primeiro dado.
O segundo ponto é que estamos em um mercado decadente. Já escuto novamente o ranger de dentes! Mas não adianta cairmos em negação. Se formos novamente aos números, veremos que, apesar do crescimento do país, da renda e do número de alunos em cursos superiores, as vendas de livros cresceram apenas marginalmente (descontando as compras governamentais). Isto mostra um setor perdendo espaço na economia. Mercados deste tipo tendem a ser duramente afetados quando o ciclo de expansão vira retração. Este é o segundo dado.
Tenho ouvido de pessoas do setor o esperançoso argumento da “substituição”, que consistiria no seguinte: como as pessoas estão mais pobres, ficarão mais em casa, e consumirão mais livros, especialmente livros usados. Para confirmar a evidência anedótica, houve até alguém que postou um comentário àquele blog citado lá em cima dizendo que havia comprado livros com o valor de sua rescisão! Concordo com o argumento, mas o efeito é claramente muito inferior ao efeito-renda. As pessoas vão é ficar em casa assistindo TV, que é de graça!
Juntando os três efeitos acima, lá vai meu palpite: as vendas cairão 15% este ano, salvo algum milagre que São Obama nos propicie...
|
|
|
|
| Comentários... |
| Data:
21/01/2009 |
| Nome:
smith |
|
Isso é que é econometria! Chutão. Mas o chute é bom. |
|
|
| Data:
22/01/2009 |
| Nome:
livreiro secreto |
Caro Rabujo
Por enquanto sua previsão está até otimista, já que em dezembro e janeiro a queda aqui foi maior do que 20%. |
|
|
| Data:
22/01/2009 |
| Nome:
suzi |
Veja uma opinião bem diferente em http://www.olavodecarvalho.org/convidados/0219.htm
É antigo mas vale pelo raciocínio |
|
|
| Data:
22/01/2009 |
| Nome:
Galbraith |
|
Com esse pessismismo todo a pergunta que me faço é quantos meses restam até sua empresa sucumbir. |
|
|
| Data:
22/01/2009 |
| Nome:
Rabujo responde |
|
Nem todas as empresas quebram numa recessão. Só as mal administradas, como Citibank, Aerolineas Argentinas, Lehman, Alitalia, AIG, GM e uma porção de brasileiras importantes que só não quebraram porque receberam uma MÃOZINHA do governo... |
|
|
|
|
|
| |
| |
| Veja também: |
|
|
| |
| Posts anteriores: |
| 2011 |
|
|
| |
| 2010 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
| |
| 2009 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
| |
| 2008 |
|
|
|
Fevereiro |
3
|
7
|
8
|
12
|
18
|
20
|
22
|
29
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
| |
| 2007 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
| |
| 2006 |
|
|
|
Fevereiro |
3
|
7
|
16
|
17
|
18
|
20
|
22
|
23
|
24
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Setembro |
1
|
5
|
11
|
12
|
14
|
26
|
27
|
28
|
|
|
Outubro |
5
|
9
|
13
|
17
|
19
|
23
|
24
|
27
|
30
|
|
|
Novembro |
1
|
3
|
6
|
8
|
13
|
14
|
20
|
22
|
24
|
|
|
Dezembro |
7
|
11
|
13
|
19
|
20
|
21
|
26
|
|
| |
| 2005 |
|
|
|
|
| |