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| Série Mercado Livreiro |
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| É difícil... |
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| Autor:
Carmen Menezes |
| Data:
24/01/2008 |
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A mentalidade intervencionista, que demanda um governo onipresente, paternalista e autoritário, segue firme e forte no Brasil. A notícia abaixo é um exemplo, mas que afeta nosso setor. Imaginem o Grande Irmão regulando o que um sebo deve ou não comprar e como deve administrar seus estoques. Não demonstra apenas o completo desconhecimento por parte das "autoridades" sobre o funcionamento do setor, mas também a tentação irrefreável do burocrata a expandir seus poderes e criar novas regulações e obstáculos ao funcionamento das empresas e à livre negociação entre as partes. Deixemos que eles nos "orientem" na condução dos negócios e, em breve, não teremos mais negócios com os quais nos preocuparmos.
Leiam a notícia abaixo com cuidado, pensando nas imensas deformidades mentais e políticas que ela reflete:
1. Tribuna do Brasil - DF (24/01/2008)
Sebinho é motivo de reclamações no Procon
No mês de Janeiro, os pais começam a busca pelo material escolar dos filhos. Para economizar, uma boa alternativa que muitos recorrem é pela troca ou venda de livros usados nos sebos da cidade. Por não conseguirem o esperado, o jeito é reclamar. O Sebinho da 406/407 Norte é um bom exemplo. Ele está sendo alvo de criticas das pessoas que vão ao estabelecimento em busca de economia.
Comprar livros mais baratos é fácil no local. Porém, de acordo com os consumidores, o sebo não troca e nem compra a maioria dos livros didáticos. Segundo alegam funcionários, o acervo já possui volumes suficientes ou a edição acaba sendo "antiga demais". "É um absurdo não trocar nenhum dos livros, pois os meus estão em ótimo estado. As editoras mudam com freqüência a capa, mas o conteúdo continua o mesmo", revoltou-se Emilia Leão, mãe de um aluno. Ela afirma que não encontrou nenhum livro da lista escolar da sua filha, mesmo com estoque supostamente lotado.
O gerente do Sebinho, Henrique Alves, justificou que a loja compra apenas livros atualizados e as editoras mudam anualmente os materiais. Em relação ao estoque, o gerente declara não haver precisão de tantos volumes do mesmo ano. "Se a gente comprasse tudo que chega aqui, não ia ter espaço para tanto livro", explicou Henrique. Na entrada do Sebinho existe uma placa, onde anuncia a compra, venda e troca de livros com uma avaliação prévia.
Apesar do aviso, o Instituto de Defesa do Consumidor, Procon-DF, alerta para casos como esse. A pessoa deve sempre questionar as justificativas dadas pelo estabelecimento para não aceitar o material no negócio. Se, caso as respostas não forem satisfatórias, o consumidor deve denunciar o ocorrido ao Procon- DF e pedir uma inspeção no local para averiguar se o estoque está realmente cheio ou se a editora realmente muda com freqüência os materiais didáticos. Para entrar em contato com o Procon-DF, basta ligar 156 e fazer a denúncia.
Fonte : Tribuna do Brasil
Data : 24 de janeiro de 2008
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