O Livro Perigoso para Garotos ganha versão para carregar no bolso e deve acabar nas telonas
Autor: Gabriella Mancini
Fonte: Folha de S. Paulo
Data do artigo: 02/09/2010
Perigo no bolso! Agora você pode levar para todos os lados boas ideias para suas travessuras:
O Livro Perigoso para Garotos - de Bolso (Record), que teve seus direitos autorais comprados pelos estúdios Disney e deve parar nos cinemas --ainda sem previsão de lançamento.
O livro é cheio de curiosidades (atraentes não só para os meninos): explica como funcionam os códigos dos espiões e desvenda o mundo dos insetos, por exemplo. Essa versão é menor do que a lançada anteriormente, mas traz novidades, como o passo a passo para construir um foguete de jardim.
Confira bate-papo com o escritor inglês Conn Iggulden, que escreveu o livro em parceria com o irmão Hal.
Como foi escrever o livro com o seu irmão?Foi bacana, ele tinha muitas ideias diferentes. Foram seis meses em que estivemos muito próximos. E não terminamos brigando, o que é um bom sinal. Como o livro traz memórias da nossa infância, ele era a melhor pessoa para escrever essa obra comigo.
Como era a relação de vocês dois na infância?Era boa na maior parte do tempo. Não, não é verdade [risos], eu era terrível com ele. Eu era o irmão mais velho e tinha um clube, chamado Clube do Gato Preto, um território terrível, dominado por mim e meu amigo Richard. E dizíamos para Hal que, para fazer parte do clube, ele tinha que fazer isso e aquilo.
O que vocês aprontavam?Um dia sugerimos que ele pulasse do teto da garagem, e, se ele fizesse isso e dissesse "voando como uma águia", ele não se machucaria. Estávamos mentindo, claro. Ele caiu no chão e se machucou. E, mesmo assim, não o deixamos entrar no clube! O primeiro livro que publiquei foi dedicado ao meu filho Cameron e ao meu irmão Hal, "o outro membro do Clube do Gato Preto". Finalmente, já adulto, ele se tornou um membro desse clube. [Risos]
Você acha que é um livro perigoso para as garotas também?Eu cresci sem irmãs. Quando escrevemos, eu e meu irmão, era óbvio que faríamos algo para garotos, e que seria mais difícil escrever para garotas. Eu tenho duas filhas e dois filhos, e uma das minhas filhas me perguntou quando farei um livro para ela. É difícil, eu não sei o que as garotas de seis, sete anos gostam de fazer. Mas não estávamos tentando atingir uma parcela de mercado quando o escrevemos. Estávamos apenas escrevendo o livro em memória ao que vivemos na infância e às pequenas coisas com as quais nos importamos agora, já adultos.
Os direitos do livro foram comprados para o cinema pela Disney. Pode nos contar como será o filme?É difícil imaginar como será o filme, porque é um livro sem uma história, sem personagens. Ainda estão discutindo contratos. Mas espero vê-lo um dia na telona e que seja um filme para toda a família.
Link: http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/792315-o-liv...