Descrição
Encadernação: Brochura
Páginas: 202
Edição: 0
Peso: 300 g
Medidas: 14 x 21
ID: 1327945
Ano: 0
Conservação: Bom. Lombada e capas desgastadas, páginas amareladas e/ou com manchas de oxidação, sem comprometer o conteúdo impresso. Livro refilado.
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Assunto Literatura Estrangeira: Contos. .
ID 1327945FD
Resenha
A não ser por um conto célebre, de inclusão obrigatória em tóda antologia de contos norte-americanos, a obra e o nome de Francis Bret Harte são praticamente desconhecidos do leitor brasileiro. Entretanto, o autor de ”A Fortuna do Campo Trovejante” foi um mestre da história curta. Seu prestígio cedo atravessou as fronteiras de sua pátria para chegar à Europa: na Inglaterra, Dickens o louvou, e Freiligrath o traduziu na Alemanha. Como muitos outros escritores ianques, Bret Harte teve uma vida movimentada — além de escritor, foi mineiro, mestre-escola, tipógrafo, jornalista e diplomata — e nela se inspirou para escrever suas histórias, nas quais evocava, com a fidelidade de quem os conheceu de perto, tipos e ambientes até então inéditos na literatura da época. A parte mais significativa de sua obra é, sem dúvida, aquela em que retrata, com um humor comovido tão inconfundivelmente seu, a gente rude dos campos de mineração da Califórnia, nos tempos lendários do rush do ouro. Naquela fauna de mineiros, beberrões, jogadores, mundanas e desclassificados, foi ele descobrir, com sua intuição de artista e sua generosidade de homem, exemplos de desprendimento e de grandeza humana que fixou em páginas inesquecíveis. Histórias de Bret Harte apresenta algumas dessas páginas. Nos treze contos aqui reunidos, figuram obras-primas do porte de “Os Exilados de Poker Flat“, De Como Papai Noel Veio a Simpson’s Bar” e “A Fortuna do Campo Trovejante”, para citar apenas algumas. A seleção e o prefácio da coletânea são da responsabilidade de Marques Rebêlo, grande romancista e grande admirador de Bret Harte, cujos contos foi o primeiro a traduzir e divulgar em revistas brasileiras, por volta de 1935. O presente volume recolhe, sob a forma menos transitória de livro, essas traduções pioneiras, completando-as com outras narrativas traduzidas por Yolanda Toledo e José Paulo Paes.