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Diário da Traça

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O Diário da Traça é uma espécie de Twitter privado da Traça - aqui postamos pequenas mensagens sobre o dia-a-dia da empresa, bibliotecas que compramos, novidades do mundo editorial e até alguns de nossos pequenos dramas profissionais.  Uma espécie de balcão de livraria, com aquela conversinha amistosa e simpática.
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22/03/2017 10:57 por William





As luzes aconchegam-se
em tons dourados.
Meu outono que adormecer
em outros braços.

As calçadas em que caminhamos
seguem vazias.
Nossas mãos foram as primeiras
a ficarem frias.

O coração é o único a se lembrar
dos dias quentes.



William Osmarin


21/03/2017 08:31 por Francisco
Resultado de imagem para calvin e haroldo


Desde piá eu sempre curti tirinhas ou charges. Conheci-as pelo jornal, onde eu lia alguns da Turma da Mônica, Radicci e Mafalda. Mas depois que fui crescendo um pouco, meu irmão mais velho me deu um livro do Calvin e Haroldo, e me amarrei naquele menininho-problema e seu tigre-de-estimação-imaginário-conselheiro. Até hoje os desenhos do Bill Watterson são os meus favoritos, seguido de Hagar, O Horrível de Dik Browne. Aqui na Traça temos alguns exemplares de compilações das tirinhas do Calvin em livros grandes e completos, assim de como outros grandes nomes das histórias em quadrinhos curtas. Vale a conferida.

20/03/2017 11:28 por William






Driven through by her own sword
Summer died last night, alone
Even the ghosts huddle up for warmth
Autumn has come to my hometown

Conduzido pela sua própria espada
O verão morreu ontem à noite, sozinho
Até os fantasmas se aconchegam para terem calor
O outono chegou em minha cidade natal



Trecho de uma canção de Joanna Newsom; atriz, compositora e harpista norte-america que traduz em sua "Autumn" algumas das sensações da chegada do outono à nossa casa.


17/03/2017 10:43 por William






Je suis comme une feuille
Je ne peux pas aller contre le vent

Laisse-moi m'enrouler dans tes bras
En un vol à travers le temps.




William Osmarin


14/03/2017 14:04 por William





A memória é uma distância de campos de milho...

Por detrás dos morros
onde a vista não alcança
vão-se os dias passados
em seu voo de andorinha

- levando embora o verão.



William Osmarin



14/03/2017 11:13 por William



Patativa do Assaré foi um poeta popular nascido em Assaré, no interior do Ceará. A sua poesia é caracterizada pela espressão verbal cuja qualidade encontra-se justamente na entonação, voz, pigarros e na performance. O poeta nunca deixou de ser agricultor e nunca saiu de sua cidade natal. Sua incrível memória dava-lhe a habilidade de recitar poemas mesmo com seus noventa anos de idade. Um marco na poesia popular que não deve ser esquecido.




O QUE MAIS DÓI

O que mais dói não é sofrer saudade
Do amor querido que se encontra ausente
Nem a lembrança que o coração sente
Dos belos sonhos da primeira idade.
Não é também a dura crueldade
Do falso amigo, quando engana a gente,
Nem os martírios de uma dor latente,
Quando a moléstia o nosso corpo invade.
O que mais dói e o peito nos oprime,
E nos revolta mais que o próprio crime,
Não é perder da posição um grau.
É ver os votos de um país inteiro,
Desde o praciano ao camponês roceiro,
Pra eleger um presidente mau.



14/03/2017 11:12 por William
 


  Em fevereiro de 1917 pelo calendário juliano iniciava-se a Revolução de Fevereiro na Rússia. A derrubada do Czar prenunciava a Revolução de Outubro meses depois; foram os dez dias que abalaram o mundo, título do livro de John Reed, testemunha ocular dos eventos.
   Uma nação exasperada pela Primeira Guerra Mundial entrava em colapso devido a inflação, crises internas, desgaste político e social, além dos milhares de mortos e mutilados. As mulheres foram extremamente importantes na derrubada do Czar conclamando passeatas por melhores condições de vida. O dia internacional da mulher já existia, mas foi modificado para 8 de março em razão da luta das mulheres russas.
   Revolução unânime e anônima, sem a direção de partidos polítcos e revolucionários, partindo de pessoas simples e desesperadas. Já a Revolução de Outubro, advinda de políticos conservadores e de uma oposição feroz com a ajuda do comitê militar liderado pelos bolcheviques foi uma revolução com nome, sobrenome e assinatura. Entre suas reivindicações estavam a saída da guerra, nacionalização dos bancos, abolição da propriedade privada, autodeterminação dos povos e administração das fábricas pelos trabalhadores.
  Foram 4 anos de guerra civil entre os exércitos brancos apoiados por potências estrangeiras que acabaram sendo derrotados pelos vermelhos. Após a guerra civil Lênin abre espaço para a propriedade privada e investimentos  estrangeiros, iniciando outra etapa da história russa.
 
   A poesia dessa época nos dá uma breve sensação daqueles dias...


A plenos pulmões

VLADÍMIR MAIAKÓVSKI

 
Primeira introdução ao Poema
 
Caros
camaradas
futuros!
Revolvendo
a merca fóssil
de agora,
perscrutando
estes dias escuros,
talvez
perguntareis
por mim. Ora,
começará
vosso homem de ciência,
afogando os porquês
num banho de sabença,
conta-se
que outrora
um férvido cantor
a água sem fervura
combateu com fervor. (1)
Professor,
jogue fora
as lentes-bicicleta!
A mim cabe falar
de mim
de minha era.
Eu — incinerador,
eu — sanitarista,
a revolução
me convoca e me alista.
Troco pelo "front"
a horticultura airosa
da poesia —
fêmea caprichosa.
Ela ajardina o jardim
virgem
vargem
sombra
alfrombra.
"É assim o jardim de jasmim,
o jardim de jasmim do alfenim".
Este verte versos feito regador,
aquele os baba,
boca em babador, —
bonifrates encapelados,
descabelados vates —
entendê-los,
ao diabo!,
quem há-de...
Quarentena é inútil contra eles —
mandolinam por detrás das paredes:
"Ta-ran-ten-n-n..."
Triste honra,
se de tais rosas
minha estátua se erigisse:
na praça
escarra a tuberculose;
putas e rufiões
numa ronda de sífilis.
Também a mim
a propaganda
cansa,
é tão fácil
alinhavar
romanças, —
Mas eu
me dominava
entretanto
e pisava
a garganta do meu canto.
Escutai,
camaradas futuros,
o agitador,
o cáustico caudilho,
o extintor
dos melífluos enxurros:
por cima
dos opúsculos líricos,
eu vos falo
como um vivo aos vivos.
Chego a vós,
à Comuna distante,
não como Iessiênin,
guitarriarcaico.
Mas através
dos séculos em arco
sobre os poetas
e sobre os governantes.
Meu verso chegará,
não como a seta
lírico-amável,
que persegue a caça.
Nem como
ao numismata
a moeda gasta,
nem como a luz
das estrelas decrépitas.
Meu verso
com labor
rompe a mole dos anos,
e assoma
a olho nu,
palpável,
bruto,
como a nossos dias
chega o aqueduto
levantado
por escravos romanos.
No túmulo dos livros,
versos como ossos,
Se estas estrofes de aço
Acaso descobrirdes,
vós as respeitareis,
como quem vê destroços
de um arsenal antigo,
mas terrível.
Ao ouvido
não diz
blandícias
minha voz;
lóbulos de donzelas
de cachos e bandos
não faço enrubescer
com lascivos rondós.
Desdobro minhas páginas
— tropas em parada,
E passo em revista
o "front" das palavras.
Estrofes estacam
chumbo-severas,
Prontas para o triunfo
ou para a morte.
Poemas-canhões,
rígida coorte,
apontando
as maiúsculas
abertas.
Ei-la,
a cavalaria do sarcasmo,
minha arma favorita,
alerta para a luta.
Rimas em riste,
sofreando o entusiasmo,
eriça
suas lanças agudas.
E todo
este exército aguerrido,
vinte anos de combates,
não batido,
eu vos dôo,
proletários do planeta,
cada folha
até a última letra.
O inimigo
da colossal
classe obreira,
é também
meu inimigo figadal.
Anos
de servidão e de miséria
comandavam
nossa bandeira vermelha.
Nós abríamos Marx
volume após volume,
janelas
de nossa casa
abertas amplamente,
mas ainda sem ler
saberíamos o rumo!
onde combater,
de que lado,
em que frente.
Dialética, não aprendemos com Hegel. Invadiu-nos os versos
Ao fragor das batalhas,
Quando,
sob o nosso projétil,
debandava o burguês
que antes nos debandara.
Que essa viúva desolada,
— glória —
se arraste
após os gênios,
merencória.
Morre,
meu verso,
como um soldado
anônimo
na lufada do assalto.
Cuspo
Sobre o bronze pesadíssimo,
cuspo
sobre o mármore, viscoso.
Partilhemos a glória, —
entre nós todos, —
o comum monumento:
o socialismo,
forjado
na refrega
e no fogo.
Vindouros,
Varejai vossos léxicos:
do Letes
brotam letras como lixo —
"tuberculose",
"bloqueio",
"meretrício".
Por vós, geração de saudáveis, —
um poeta,
com a língua dos cartazes,
lambeu
os escarros da tísis.
A cauda dos anos
faz-me agora
um monstro,
fossilcoleante.
Camarada vida,
vamos,
para diante,
galopemos
pelo qüinqüênio afora. (2)
Os versos
para mim
não deram rublos,
nem mobílias
de madeiras caras.
Uma camisa
Lavada e clara,
e basta, —
para mim é tudo.
Ao
Comitê Central
do futuro
ofuscante,
sobre a malta
dos vates
velhacos e falsários,
apresento
em lugar
do registro partidário
todos
os cem tomos
dos meus livros militantes.





10/03/2017 14:22 por William






Entre uma palavra
e outra (nos silêncios)

O poema espera.

Entre as nossas vidas,
um deserto feito da mesma
matéria do tempo.

Viver fere fundo
dentro do peito.

Meu ofício é o de macerar
o amor até extrair o verde líquido
de sua planta, e com ele criar
unguentos para a alma que
nunca cicatriza.




William Osmarin



09/03/2017 09:00 por William





Há lugares em que o tempo não passa.


Os lábios ressecados pelas lágrimas confirmam isso.


A água da memória reflete os dias do passado com o sol do agora; 

a vida se renova, como se fosse confirmada pela morte.


Há lugares em que o tempo não passa.


O musgo esverdeado nas pedras dos muros

e a estrada de chão por onde pisastes

são as provas de tua eternidade.


08/03/2017 18:10 por William
Eis aqui um poema de Ricardo Morales Avilés; guerrilheiro da Nicarágua que armado de poesia deixou uma singela mensagem a sua esposa no período da Revolução Sandinista. No vídeo em questão temos a bela proclamação de Gabriel García Márquez.


https://www.youtube.com/watch?v=XZb9dereiFo


Carta mínima a mi mujer



Si me matan, quiero que sepan que he vivido
en lucha por la vida y por el hombre.
Un mundo de todos para todos.

Si me matan, una rosa roja
modelo de mi corazón
es el amor que te dejo.

Si me matan, es igual.
No veré el maíz a la orilla de todos los caminos
ni el rastro de ternura para los pies descalzos
pero sé que vendrá.

Si me matan, no importa
nuestra causa seguirá viviendo
otros la seguirán.

El porvenir es brillante.



                                                  La Aviación, 1971




Ricardo Morales Avilés




08/03/2017 09:20 por Francisco












Ambiciosa.

Para aqueles fantasmas que passaram,
Vagabundos a quem jurei amar,
Nunca os meus braços lânguidos traçaram
O vôo dum gesto para os alcançar...

Se as minhas mãos em garra se cravaram
Sobre um amor em sangue a palpitar...
- Quantas panteras bárbaras mataram
Só pelo raro gosto de matar!

Minha alma é como a pedra funerária
Erguida na montanha solitária
Interrogando a vibração dos céus!

O amor dum homem? - Terra tão pisada!
Gota de chuva ao vento baloiçada...
Um homem? - Quando eu sonho o amor dum deus!...

Florbela Espanca, Charneca em Flor.

08/03/2017 08:55 por Vera

Mulher...
Que sejas sempre lembrada,
não apenas por um dia,
mas no dia a dia...
Que sejas festejada,
não por convenção,
mas pelo seu valor,
sua força, seu coração.
Que sejas respeitada
com todo carinho,
e todo amor...
Hoje e sempre!

Valéria Milanês

07/03/2017 09:30 por Rabujo
Segundo o IBGE, o PIB caiu 3,6% em 2016, depois de haver desabado 3,8% em 2015. A Traça cresceu 50% no período. Alguma coisa estamos fazendo certo...

07/03/2017 09:03 por William
Celebrando o mês da mulher, eis um poema de Alfonsina Storni, poetisa argentina nascida em 1892. Neste poema, belamente recitado por Violeta Parra, estamos diante da posição feminina em sua visão de mundo. A poesia confronta a opressão masculina em sua hipocrisia e mesquinhez através de ricas e místicas imagens que a meu ver só a língua espanhola consegue alcançar. Aí vai....


TU ME QUIERES BLANCA

Tú me quieres alba,
Me quieres de espumas,
Me quieres de nácar.
Que sea azucena
Sobre todas, casta.
De perfume tenue.
Corola cerrada

Ni un rayo de luna
Filtrado me haya.
Ni una margarita
Se diga mi hermana.
Tú me quieres nívea,
Tú me quieres blanca,
Tú me quieres alba.

Tú que hubiste todas
Las copas a mano,
De frutos y mieles
Los labios morados.
Tú que en el banquete
Cubierto de pámpanos
Dejaste las carnes
Festejando a Baco.
Tú que en los jardines
Negros del Engaño
Vestido de rojo
Corriste al Estrago.

Tú que el esqueleto
Conservas intacto
No sé todavía
Por cuáles milagros,
Me pretendes blanca
(Dios te lo perdone),
Me pretendes casta
(Dios te lo perdone),
¡Me pretendes alba!

Huye hacia los bosques,
Vete a la montaña;
Límpiate la boca;
Vive en las cabañas;
Toca con las manos
La tierra mojada;
Alimenta el cuerpo
Con raíz amarga;
Bebe de las rocas;
Duerme sobre escarcha;
Renueva tejidos
Con salitre y agua;
Habla con los pájaros
Y lévate al alba.
Y cuando las carnes
Te sean tornadas,
Y cuando hayas puesto
En ellas el alma
Que por las alcobas
Se quedó enredada,
Entonces, buen hombre,
Preténdeme blanca,
Preténdeme nívea,
Preténdeme casta.


06/03/2017 17:07 por William
¿Por qué no me ubico en un lugarcito tranquilo y me caso y tengo hijos y voy al cine, a una confitería, al teatro? ¿Por qué sufro y me martirizo con los espectros de mi fantasía? ¿Por qué insito en el llamado? ¿Por qué me analizo? ¿Por qué no me olvido de mi alma y no estrujo el pañuelito húmedo leyendo Cuerpos y almas? ¿Por qué no me visto con elegancia y paseo por Santa Fe del brazo de mi novio? ¡Ah! Sé que la vida es muy breve. Sé que no soy eterna. Pero, en realidad, no veo la muerte. La veo lejana. Digo cuarenta años pero no los veo. Veo un espacio inmenso. Veo millares de días. Sé que hay tiempo. Sé que tengo tiempo. Sé que amo mi alma. Me amo a mí. Amo mi cuerpo y lo besaría todo porque es mío. Amo mi rostro tan desconocido y extraño. Amo mis ojos sorprendentes. Amo mis manos infantiles. Amo mi letra tan clara. (¡Qué extraño que mi letra sea legible!)



Dos Diários de Alejandra Pizarnick

06/03/2017 15:54 por Rabujo
Pois é...depois da chegada da Amazon ao Brasil, a Livraria Cultura e a FNAC já se foram à breca. Agora a Amazon prepara a entrada no setor de livros usados. Será que os atuais agregadores suportarão a pressão?

06/03/2017 15:51 por Rabujo
Trabalhando no novo projeto da Traça, eis que me deparei com o seguinte trecho de Machado de Assis: ...o homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja (O Espelho).

Terá o velho Machado previsto as práticas políticas da República do Século 21 e a Operação Lava-Jato?

06/03/2017 10:52 por William
One More of Me


Now that the day is come
I see myself as everyone
I am what's all around me
No Nothing, it just cannot be
Feelings come from the sun
Like most everything and everyone
What seems lost is free from the force
It slowly destroys us and kills all matter of
Well we don't control the chance that plays with us
And we get existence back by hurting others
When we go the other way, its ourselves we hurt
But who pushes on through eventually will see every moment's first
Every moment is first
What's gone will never come back
But it exists when you think of it
What is anything anyway?
But a series of things running through your brain
All of the fucked things you do
All the product of what's happened to you
What ever you create from love
Is a gift from a place which some call above
There's only the forces of hate and love
One breaks things down and one builds them up
Yeah, hey!



Depois de voltar do inferno das drogas e de si mesmo, John Frusciante, ex-guitarrista do Red Hot Chilli Peppers, renasceu tanto fisicamente quanto musicalmente. Num contato íntimo e profundo com as forças criadoras da imaginação o músico produziu um trabalho incrível, unindo solos astrais, vozes extraterrestres e letras de alto teor psicológico. A letra acima é uma amostra do seu CD intitulado "The Empyrean" que segundo Frusciante - "é uma história que não tem nenhuma ação no mundo físico. Ela ocorre nos espíritos de todas as pessoas ao longo de suas vidas. O único outro personagem é alguém que não vive no mundo físico, mas está lá dentro, no sentido de que ele existe nas mentes das pessoas. A mente é o único lugar que nada pode ser tão verdadeiro para existir. O mundo exterior é apenas conhecido para nós como ele aparece dentro de nós pelo testemunho dos nossos sentidos. A imaginação é o mais real do mundo que nós conhecemos, porque cada um sabe em primeira mão. Ver as nossas ideias tomando forma é como ser capaz de ver o sol nascendo. Não temos equivalência ao grau de pureza disto no nosso mundo exterior. No mundo exterior, parece que cada um de nós somos uma coisa e sempre também uma infinidade de outras coisas. Dentro para fora e de fora para dentro são intermináveis. Tentamos achar uma forma de respirar."






02/03/2017 08:59 por William


Quando vejo as premiações do Oscar acho tudo tão premeditado e sem graça. Faz tempo que o evento não nos surpreende. Confesso que fiquei curioso com prazer de ver o erro na entrega do Prêmio de Melhor Filme deste ano. Adoro ver a frustração na cara das pessoas que pensam estar tudo indo dentro dos conformes. Sim! A vida é feita de surpresas pessoal! De surpresas e excitação. Lembro da entrega deste mesmo prêmio para Roberto Benigni em 1997 pelo filme "A Vida é Bela", e realmente a vida faz mais sentido nessas horas. O ator subiu nas poltronas, saltitou até o palco e num inglês "italianado" e carregado de emoção disse entre outras coisas que se sentia nadando em um oceano de generosidade movido pelas ondas de beleza de sua conterrânea Sophia Loren. Num dos mais belos discursos da história da Academia, Roberto agradeceu aos pais que "lhe deram o melhor dos dons, a pobreza". Pois bem, é dessa espontaneidade dos sentimentos que extrapolam as convenções apáticas que nos damos conta de que a vida é bela.

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